fbpx
Conecte com a gente

Olá, o que você está procurando?

Cinema

A vida de Éder Jofre em 10 Segundos para Vencer

O cinema tem um caso de amor de muito tempo com as histórias do boxe, Já falei sobre isso inclusive numa matéria recente – Dica de 10 grandes filmes sobre boxe. Eu pude perceber , ao fazer a lista, que as histórias verdadeiras dominam. Mesmo no cinema brasileiro, tivemos recentemente a história de José Aldo – tudo bem, não era boxe, mas MMA, mas vale! – em Mais Forte que o Mundo. Só que agora, chegou aos cinemas, a história do maior nome que o país já teve no boxe. 10 Segundos para Vencer mostra a bela história de Éder Jofre, bi-campeão mundial em duas diferentes categorias.

Conhecido como Galinho de Ouro, por ter sido eleito o maior peso galo da história do boxe, ele é considerado um dos maiores boxeadores de todos os tempos. O filme começa contando a infância pobre no bairro do Peruche, em São Paulo. Passa por suas relações com a família, especialmente seu pai, Kid Jofre, que foi a grande influência de sua vida. Mostra seu casamento, o período de baixa quando resolveu abandonar o boxe, e é claro, o retorno aos ringues para ser campeão novamente.

O filme pretende resgatar para as novas gerações, que praticamente o desconhecem, essa história de superação e talento de Éder. Ela já havia sido abordada num excelente documentário chamado Quebrando a Cara, de Ugo Giorgetti. Aqui no filme,  lutas são reconstituídas de maneira brilhante, inclusive usando algumas cenas da época, que se fundem com imagens atuais. Esses efeitos especiais acabaram fazendo com que o filme demorasse mais para ser lançado. Elas ajudaram a resultar num belo trabalho do diretor José Alvarenga Jr. Mas, o mais forte, e a lembrança que fica quando você sai do cinema, é a relação de Éder com o pai.

Isso se deve muito às incríveis interpretações do elenco.  Daniel de Oliveira está ótimo como Éder .  É incrível como ele se sai bem em personagens verdadeiros tão diferentes como Stuart Angel, Cazuza e agora Éder. O sotaque é um destaque. Mas quem mais me impressionou foi Osmar Prado. Sempre ótimo, ele tem uma das interpretações mais extraordinárias que vi este ano, como Kid Jofre. Foi inclusive premiado no Festival de Gramado. Outro que também recebeu prêmio por lá foi Ricardo Gelli, como o tio de Éder , Zumbanão.

É claro que alguns momentos podem soar um pouco piegas. Mas com uma história tão rica, recebendo um tratamento tão bonito, a gente só pode relevar. E até o fofo do Daniel de Oliveira deixou um convite  para todo mundo assistir ao filme.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar de ler

Cinema

Os dois filmes de Caça-Fantasmas, produzidos nos anos 80, são divertidos e deliciosos companheiros de tardes de toda uma geração. Atualmente estão disponíveis no...

Cinema

Guillermo Del Toro adora um terror. Está sempre envolvido em filmes e séries do gênero, seja como diretor ou como produtor.  Espíritos Obscuros, que...

Cinema

O feriado de Nossa Senhora de Aparecida me parece um bom dia para escrever a crítica do filme de Nossa Senhora de Fátima. Fátima:...

Cinema

O cinema de terror vem tendo cada vez mais visibilidade, mesmo em festivais e premiações. Em 2019, A Chorona, filme do gênero da Guatemala, ...

Cinema

M Night Shyamalan está entre meus diretores preferidos. Afinal, ele é o cara que fez O Sexto Sentido, Sinais, Corpo Fechado, A Vila, Fragmentado....

Cinema

No ano passado, eu assisti O Charlatão durante a Mostra de Cinema de São Paulo. Publiquei a crítica no Blog. Mas logo depois, hackers...

Cinema

Ninguém pode dizer que eu não tentei, rsrs. Quando é possível, eu tento assistir o maior número de filmes possível, independente de sua nacionalidade....

Cinema

Durante vários anos, Milla Jovovich e seu marido, o diretor Paul W. S. Anderson, tiveram um grande sucesso nas mãos. Era a série de...