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A falta de comunicação de O Silêncio do Céu

É bom já começar avisando que apesar do filme ser brasileiro, mas ele é 90% falado em espanhol. Inspirado em um livro de autoria de Sergio Bizzio, O Silêncio do Céu, que está em cartaz nos cinemas, é uma história forte, que fala sobre como duas pessoas num relacionamento pode ter um abismo de comunicação em seu relacionamento, sem assumir o que realmente pensam e o que acreditam.

Depois de ser estuprada por dois homens em sua própria casa, Diana (Carolina Dieckman) escolher manter tudo em segredo. Só que seu marido Mario (Leonardo Sbaraglia) testemunhou tudo, sem coragem de intervir. Nos dias que se seguem, o silêncio cresce entre os dois, que chegam ao seu limite, e levam a outros tipos de violência.

O filme começa bem, com as duas visões do momento do estupro, a de Diana e a de Mario. È também um olhar interessante ao testemunhar como esses dois estão determinados a não deixar que o outro enxergue o que realmente sente. O espectador sente vontade de gritar com esses dois tamanha é a distância que existe entre eles.  Mas é diferente do que estamos acostumados a ver e por isso mesmo, intrigante. Por incrível que pareça, o diretor Marco Dutra perde um pouco a mão justamente quando entra num momento mais “popular” ,  justamente a investigação de Mario para saber quem são os dois homens que fizeram a mulher passar por aquela situação. Perde muito tempo, e comete alguns erros básicos,  que qualquer pessoa que já viu algum filme de Hitchcock na vida, não faria.

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Mas o filme não é ruim. Mantém a atenção, apesar desse casal que, no meu ponto de vista, é doente. Tem em Leonardo Sbaraglia um bom protagonista, Carolina Dieckman está bonita, e a cena inicial é forte e bem filmada. A pena é que o filme poderia ter sido realmente um grande destaque.  E é apenas bonzinho.

 

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