A paixão incontida de Desobediência

Já faz tempo que venho ouvindo falar de Desobediência. E é claro que atraiu minha atenção, especialmente por se tratar de uma história de amor estrelada por duas grandes atrizes, Rachel Weisz e uma de minhas preferidas, Rachel McAdams. O filme teve sua primeira exibição no Festival de Toronto do ano passado, e chega agora aos cinemas por aqui. Mesmo com as duas estrelas, não é obviamente um filme comercial, é destinado a um público menor, fãs de dramas intensos. É um drama poderoso, apaixonante e intenso, que vale assistir no cinema.

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Baseado no livro de Naomi Alderman, Desobediência conta a história de uma mulher, Ronit (Weisz), que é uma fotógrafa em Nova York, e recebe a notícia da morte de seu pai, com quem não tinha mais contato, um rabino que vivia na Inglaterra. Ela volta para lá, mas obviamente não é bem-vinda. Um dos poucos a ser pelo menos educado com ela é um amigo de infância, Dovid (Alessandro Nivola). Na ocasião, ela também reencontra uma amiga, que obviamente pelos olhares trocados era muito mais do que isso, Esti (McAdams), que agora é casada com Dovid. Só que a paixão do primeiro amor nunca realmente vai embora, e logo Ronit e Esti vão viver novamente os sentimentos do passado.

O filme é dirigido com delicadeza e paixão pelo diretor chileno Sebastian Lelio, também responsável pelo vencedor do Oscar de filme estrangeiro, Uma Mulher Fantástica. O roteiro, também de Lelio juntamente com Rebecca Lenkiewicz, sabe mostrar cada nuance de cada uma dessas mulheres e também o preconceito sofrido dentro da comunidade. Mas, é claro, também tem um show à parte das atrizes, que conseguem demonstrar a cada olhar e a cada gesto a paixão que nunca deixou de existir. E essa química era extremamente importante para o filme, como o próprio diretor ressaltou numa entrevista. ” O primeiro dia com as duas foi um acontecimento. Eu estava nervoso porque no fundo não sabia se haveria química entre elas. Eu estava no fundo do restaurante conversando com Rachel McAdams e de longe vejo Rachel Weisz caminhando. Ela se senta conosco e as duas começam a conversar. Imediatamente eu percebi que haveria uma tremenda eletricidade entre elas”.

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Sim , é claro que as duas estão ótimas. Mas, apesar de Weisz ter o papel principal, quem fica na nossa lembrança é Rachel McAdams. Afinal foi ela quem permaneceu no local e viveu a vida que estava escrita para ambas, e também  foi quem sufocou um sentimento. Seus olhares, seu tom de voz, transmitem tudo. Para mim, seria a candidata ideal para um Oscar de coadjuvante.

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