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The Lie, um policial bom e cruel sobre pais e filhos

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Há algum tempo, falei aqui sobre o acordo de exclusividade entre a Blumhouse e a Amazon para alguns filmes. Os quatro – Black Box, The Lie, Nocturne, e Evil Eye – chegam esse mês trazendo histórias de terror e/ou suspense, feitos por novos cineastas. Eles propõem um olhar diferente sobre os dois gêneros, segundo Jason Blum, o cabeça da Blumhouse. Dois deles chegam hoje na Amazon, Black Box e The Lie. Eu já saí correndo para ver The Lie. Primeiro, porque tem atores  que gosto muito: Joey King, Peter Sarsgard e Mireille Enos. Não me decepcionei! O filme é bom, cheio de reviravoltas e momentos nervosos!

A princípio, Kayla (Joey King) parece uma adolescente como qualquer outra. Cheia de querer, não se conforma com a separação dos pais (Peter Sarsgaard e Mireille Enos). Só que, a caminho de uma apresentação de balé, Kayla e o pai dão uma carona para uma amiga dela, que estava no ponto de ônibus. As duas insistem em parar no meio do nada. E depois de um tempo, o pai ouve um grito. Kayla diz que empurrou a amiga num precipício sobre uma corredeira de um rio gelado. Começa aí o drama dos pais sobre o que fazer, o que vai levar a diversas reviravoltas.

A crítica

O filme é baseado em um filme alemão de 2015, chamado Wir Monster. A diretora e roteirista Veena Sud foi a responsável pela adaptação. Ela já tinha feito aversão americana da série dinamarquesa, The Killing, que também foi estrelada por Mireille Enos.  The Lie foi exibido em 2018 no Festival de Toronto, onde o filme foram feitas as filmagens. É fácil entender a razão pela qual acabou não chegando aos cinemas. É muito incômodo! As reações de Kayla, e as de seus pais, chocam, mas podem ser compreensíveis. Esse reconhecimento é perturbador.

Boa parte das cenas é cheia de closes intensos. E a diretora eleva a tensão ao máximo. Há momentos de ironia cruéis, dá até para ver uma influência clara de Hitchcock. E, é claro, o elenco. Joey King é ótima sempre – desde os dramas até as comediazinhas bobas, como A Barraca do Beijo. Mas, quem mais me impressionou foi Mireille Enos. A mudança no olhar e até no físico depois que a mãe passa por tudo é impressionante. A sensação que fica ao final de tudo é que The Lie é um daqueles suspenses psicológicos “bons pra caramba” que a gente não vê há muito tempo!

 

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