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O suspense psicológico de Vozes e Vultos

Vozes e Vultos estreou no fim da semana passada na Netflix, e logo começou uma enxurrada de gente falando mal do filme. Especialmente de seu final. Óbvio que isso me deixou ainda mais curiosa. Além do que, o filme é estrelado por Amanda Seyfried (seu primeiro filme a estrear depois da indicação ao Oscar por Mank) e James Norton (The Nevers). São dois atores de quem gosto muito.  Vi ontem à noite, e cheguei à conclusão de que o filme pode ter sido tão rechaçado porque não é bem um filme de terror. É um drama de suspense psicológico, que tem uns toques sobrenaturais. E ele me manteve interessada durante suas duas horas.

Um jovem artista de Manhattan (Amanda Seyfried) é convencida por seu marido (James Norton) para se mudar para uma pequena cidade. Ele é professor e conseguiu um emprego numa universidade local. Só que ao chegar lá, ela começa a perceber algumas coisas estranhas tanto na casa quanto no seu casamento. A filhinha tem algumas visões, e ela começa a sentir a presença de algo na casa. É quando começa a investigar o passado  do local.

A crítica

Vozes e Vultos é baseado no livro All Things Cease to Appear, de Elizabeth Brundage. A mistura de suspense, com drama  e lances sobrenaturais até funciona. O filme tem uma pegada feminista e interessante.Mas o melhor é realmente a parte dramática, do casamento que está se acabando.  Entretanto, ao final, quando os dois se juntam, é surpreendentemente eficiente, sob o meu ponto de vista.

Li algumas críticas sobre o problema com o final. Alguns não entenderam, outros acharam fraco. É claro que não vou entrar em detalhes aqui – #semspoiler. Mas apesar de um pouco forçado, achei que fazia sentido na história. Além de Amanda e James, sempre eficientes, o filme ainda têm outras participações  ótimas. Rhea Seehorn (Better Call Saul) quase rouba o filme como a amiga Justine. Karen Allen faz a corretora de imóveis. Michael O’Keefe é o xerife. Natalia Dyer (Stranger Things) é uma garota local. E ainda tem F. Murray Abraham, como o chefe da universidade. Aliás, a melhor cena do filme é uma entre ele e Amanda. É bonita e emocionante.

Ou seja, gostar ou não depende muito da sua expectativa. Não espere grandes sustos, nem muito terror. A proposta de Vozes e Vultos é outra.

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