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A Rainha da Espanha e outras histórias de cinema

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Quando encontrei A Rainha da Espanha, filme espanhol estrelado por Penelope Cruz, na Netflix, foi uma pura surpresa. É uma produção de 2016, dirigida por Fernando Trueba que, na verdade, é uma sequência de um filme feito 18 anos antes. A Garota dos seus Sonhos seria inclusive inspirado em fatos da vida da atriz Imperio Argentina. Infelizmente,  esse primeiro, também estrelado por Penelope, eu não vi e não achei em lugar algum no streaming. Uma pena.

Mas para quem gosta de cinema, A Rainha da Espanha é um achado. Se passa nos anos 50, e conta a história da estrela Macarena Granada (Penelope), que retorna à Espanha, depois de vencer em Hollywood, para filmar a vida da rainha Isabel de Castela. Chegando lá, ela não só encontra antigos amigos, mas como também seu antigo amor, o cineasta Blas Fontiveros  (Antonio Resines), que também decide voltar à sua terra natal após 18 anos.

A crítica de A Rainha da Espanha

O filme tem um lado de comédia, de drama, e até de aventura. Mostra também de maneira leve o que acontecia no país durante a ditadura de Franco. E, é claro faz uma homenagem ao cinema espanhol e mundial. Desde o roteirista americano, que aceitou o trabalho porque era perseguido pelo macartismo (Mandy Patinkin), o galã lindo e gay (Cary Elwes), e até o diretor velhinho que foi responsável por grandes clássicos no passado (uma referência a Raoul Walsh? John Ford?). A rainha da Espanha tem até uma participação de Chino Darín, mais sexy do que nunca, como um dos membros da equipe do filme. Têm um monte de referências, e é uma delícia de ver.

Mas, se você gosta de cinema, há outras produções imperdíveis, também cheias de referências, que estão disponíveis no streaming. Veja só as minhas dicas:

Era uma Vez em Hollywood – HBO Go

Para mim, foi o melhor filme do ano passado. Dirigido por Quentin Tarantino, se passa no final da década de 1960. Hollywood começa a se transformar e o astro de TV Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e seu dublê Cliff Booth (Brad Pitt, vencedor do Oscar) tentam acompanhar as mudanças. O filme mistura personagens reais como a atriz Sharon Tate (Margot Robbie) com fictícios, e é uma delícia!

Crepúsculo dos Deuses – Telecine

Sempre na lista de melhores de todos os tempos, é um primor de cinema. Uma estrela veterana do cinema mudo (Gloria Swanson) se recusa a aceitar que seu reinado acabou. Então ela contrata um jovem roteirista (William Holden) para ajudá-la a reconquistar o sucesso. O escritor acredita que pode manipular a atriz, mas percebe que está redondamente enganado. O filme concorreu a 11 Oscars, mas só ganhou três: roteiro, direção de arte e trilha sonora

O Aviador – HBO Go

Biografia do milionário Howard Hughes, dirigida por Martin Scorsese. Depois de receber a herança de seu pai, Howard Hughes (Leonardo DiCaprio) passou a investir na indústria do cinema e ajudou a carreira de grandes nomes de Hollywood. Apesar de sucesso e riqueza, o pioneiro da aviação sofria de depressão e fobias paralisantes. Kate Beckinsale é Ava Gardner, e Cate Blanchett é Katherine Hepburn no papel que lhe deu o Oscar de coadjuvante.

O Artista – Amazon

Quem diria que seria possível fazer um filme mudo para o público dos dias de hoje? O Artista concorreu a 10 Oscars e ganhou cinco, inclusive filme e ator para Jean Dujardin. Na década de 1920, o ator George Valentin é uma estrela do cinema mudo, mas sua carreira está ameaçada pela chegada do cinema sonoro. Enquanto ele luta para manter seus filmes, Peppy Miller (Berenice Bejo), uma coadjuvante, alcança a fama.

LA Confidential – Amazon

Filmaço baseado no livro de James Ellroy! Ao investigar um caso de múltiplos homicídios ocorridos no Café Nite Owl, os detetives Ed Exley (Guy Pearce) e Bud White (Russell Crowe) acabam desvendando um lucrativo esquema de prostituição de luxo, envolvendo figurões de Hollywood e o departamento de polícia de Los Angeles. Como Lynn Bracken, Kim Basinger ganhou o Oscar de coadjuvante.

Ave César –  Google Play/ Apple TV (aluguel e compra)

Dirigido por Joel e Ethan Cohen, o filme mostra a história de Eddie Mannix (Josh Brolin) , que vive resolvendo os problemas das celebridades de um estúdio de cinema dos anos 50. Para piorar o seu dia, o astro de um filme (George Clooney) é sequestrado vestido com as roupas de seu personagem. Se o estúdio não pagar o resgate, será o fim do ator.

Cliente Morto não Paga – Google Play/ Apple TV (aluguel e compra)

Um dos meus filmes favoritos da vida! A história nem é o mais importante, e sim o formato. Steve Martin é um detetive é contratado para localizar um cientista famoso que estava trabalhando em um projeto secreto e desapareceu misteriosamente. Em busca de respostas, ele encontra homens e mulheres perigosos que foram extraídos de filmes dos anos 40 e 50. É uma brincadeira deliciosa identificar gente como Ava Gardner, Barbara Stanwick, Burt Lancaster, Veronica Lake, e no caso da cena abaixo, Ray Milland.

Hollywood – Netflix

Recentemente lançada pela Netflix, essa série de sete episódios, é uma fábula de Ryan Murphy. Uma re-imaginação sobre como a história do cinema poderia ter sido, se outros caminhos tivessem sido tomados. Aqui, assim como Era uma Vez em Hollywood,  pessoas reais se misturam  com outros de ficção, contruindo uma bela e atrevida história de cinema. O fio condutor é o jovem Jack Castello (David Corenswet), que faz de tudo para vencer em Hollywood no pós-guerra.

Feud – FoxPlay

Antes de Hollywood, Ryan Murphy já havia produzido Feud, que contava a história da famosa briga entre as duas das maiores estrelas do cinema, Bette Davis e Joan Crawford. Susan Sarandon e Jessica Lange arrasam nos papéis principais , que ainda tem Catherine Zeta-Jones como Olivia de Havilland.

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