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A distopia atual e relevante de Years and Years

Years and Years é uma série britânica que passou na HBO há algum tempo. Recebeu vários prêmios, inclusive teve três indicações ao Critics Choice: série, atriz (Emma Thompson) e coadjuvante (Russell Tovey).  Eu noticiei aqui a estreia, mas nunca analisei a série – que é interessantíssima – como um todo. Aliás, mais atual e relevante do que nunca.  Vale a pena conhecer. E meu amigo José Augusto Paulo a assistiu recentemente e escreveu sobre ela. Lá na Europa, onde ele mora, a série está disponível na Netflix – aqui não, só na HBO Go. São seis episódios no total.

Years and Years

Sou fã de Russell Tovey ( Looking, Quantico, A Senhora da Van). Mas, confesso que me acostumei tanto com streaming que, quando Years and Years passou na BBC, eu me esquecia de mudar para o canal no dia e hora. Felizmente, Netflix esta agora exibindo a série e dessa vez consegui assisti-la.

A producão britânica mostra um cenário ficticio que vai de 2018 até 2027. Enquanto a história de uma familia de Manchester se desenrola, o Reino Unido aos poucos se torna uma ditadura. Especialmente devido ascensao rapida de uma politica nada tradicional, feita por Emma Thompson. Esta por vezes parece incluir comedia na sua atuacao mas que convence com uma frieza na borda de loucura marcante. A política perde uma eleicão local, depois cria um novo Partido e ascende na escala dos cargos políticos até chegar a Primeira Ministra.

O interessante nessa série, é que o foco está na familia Lyons de Manchester com as mudancas politicas como pano de fundo. Aborda temas polêmicos como refugiados,  tentativas de se entrar ilegalmente no pais, o preconceito no exterior, nacionalismo ressurgente, etc. E como tudo isso afeta os quatro irmãos, seus parceiros, filhos e a avó, de uma forma ou de outra.

O elenco

Stephen Lyons (Rory Kinnear, ator Shakespereano dos bons) é o irmao mais velho. Ele é casado com a moderna Celeste (T’nia Miller, A Maldição da Mansão Bly) e os dois vivem relativamente bem com suas duas filhas em Londres. A irmã mais velha dele, Edith (Jessica Hynes), é ativista e fica anos no exterior nas mais variadas campanhas. Já o irmao mais novo (Russell Tovey) trabalha para a prefeitura local e tem um parceiro com quem pretende se casar. A irmã mais jovem (a bela Ruth Madeley) é mãe solteira, cadeirante, mas nao perde o bom humor. O ponto que os une é a avó Muriel (a vetusta Anne Reid, que nao parece a idade que tem). Esta vive numa grande casa que não sofre reformas há décadas e insiste em comemorar seus aniversarios no jardim, no meio do frio do inverno.

A produção é cuidadosa: veículos e locações são escolhidos de forma a criar uma ideia do passar dos anos. Mas sem toques que nos façam crer que não saímos de 2019. Os episódios tem um catalizador que quase vira cataclisma ao som de uma musica bem escolhida para o clima. Aliás, cada episódio parece uma sinfonia com gentis altos e baixos e um climax exuberante no final. As surpresas, boas e más, realmente nos surpreendem. E o roteiro não perde o pique mesmo quando a situação pode parecer absurda (mas a história em si por vezes é absurda, portanto…)

A série termina com uma possibilidade de continuação. Mas, fora alguns futurismos que me pareceram criativos demais, mesmo que só fique nessa primeira temporada, já valeu, pela excelência do elenco.

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