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Vale assistir Bacurau, independente de sua posição política!

E claro que todo mundo já ouviu falar de Bacurau. O filme vai estrear essa semana nos cinemas. E é é um dos favoritos para ser o indicado do Brasil ao Oscar 2020, que será anunciado hoje (27) – aguarde o update mais tarde por aqui. Além disso, já recebeu o prêmio especial do Júri do Festival de Cannes este ano, além de também ter sido reconhecido pelo Festival de Munique. É claro que têm muita gente que pode ter uma certa resistência contra o filme. Especialmente por causa da posição política de seus diretores, Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, os mesmos de Aquarius. Mas, o filme , apesar de político, não tem nada a ver com a divisão existente hoje no pais. É um filme bom, muito bem dirigido, que faz homenagens a diversos gêneros do cinema. Independente do que você acredita, vale conhecer!

Os diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles,, premiados em Cannes

A história

Ele começa com o momento logo após a morte de dona Carmelita, aos 94 anos. Os moradores de um pequeno povoado localizado no sertão brasileiro, chamado Bacurau, descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade pela primeira vez. Quando carros se tornam vítimas de tiros e cadáveres começam a aparecer, todos percebem que há algo estranho acontecendo ali. Teresa (Bárbara Colen), Domingas (Sônia Braga), Acácio (Thomas Aquino), Plínio (Wilson Rabelo), Lunga (Silvero Pereira) e outros habitantes num determinado momento chegam à conclusão de que estão sendo atacados. Falta identificar o inimigo e criar coletivamente um meio de defesa.

A crítica

No início, você pensa que Teresa será a figura central do filme. Afinal, ela é a primeira personagem que vemos, retornando à cidade de Bacurau. Mas depois é perceptível que não há figuras centrais. o todo, o coletivo, é o mais importante nessa luta contra os invasores. Com um elenco sem grandes estrelas, além de Sonia Braga, todos estão no “mesmo barco”. E mesmo Sonia, com um personagem forte e inspirador, é apenas mais uma na história.
O filme têm várias inspirações, de Tarantino aos grandes faroestes. Mas é preciso avisar que o filme têm cenas bem gráficas de violência. Também  têm momentos inesperados, daquele tipo eles não vão fazer isso. Mas entretém, lembrando aquelas perseguições de mocinhos e bandidos que todo viu quando era pequeno.  Mesmo que os mocinhos não sejam tão mocinhos assim, como é o caso de Pacote/Acácio e Lunga.
No final, mais uma vez o cinema nos ensina que não podemos ter preconceitos. Arte é arte, e independente de sua posição política, deve-se reconhecer que Bacurau é um dos melhores filmes brasileiros do ano. Eu embarquei totalmente.

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