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Uma nova cara aterrorizante para a história de João e Maria

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A historinha de João e Maria que conhecemos dos livros infantis é uma versão extremamente diferente do original escrito pelos irmãos Grimm. Os autores queriam mostrar as durezas da vida na Idade Média, onde devido à fome e à constante escassez de comida, o homicídio infantil era uma prática comum. Nele, por exemplo, era a mãe que queria que as crianças fossem embora.  A história de Maria e João: O Conto das Bruxas, que estreia essa semana nos cinemas,  vai por esse caminho (a cena da mãe é aterradora).

Maria e João não é para aqueles que esperam pular na cadeira de sustos. Se é isso que você busca é melhor ir ver O Grito ou aguardar por A Hora da sua Morte, que vai estrear semana que vem. Ele é na verdade um filme de clima,  que pretende apresentar conceit, um envolvimento mais  assustador do que simplesmente pregar sustos. Essa é uma clara escolha do diretor e roteirista Osgood Perkins (filho de Anthony Perkins, de Psicose) . É muito bem fotografado, e com uma direção de arte excelente. É o tipo de produção que pode ser chamada de dark. E que ainda tem a bruxa mais assustadora que já vi nos últimos tempos.

O filme reconta de maneira beeem sombria, o famoso conto de João e Maria. Durante um período de escassez, Maria e seu irmão mais novo, João, saem de casa e partem para a floresta em busca de comida e sobrevivência. Quando estão quase morrendo de fome, encontram uma senhora, com uma casa de mesa farta de comidas muito gostosas. Entretanto, suas intenções podem não ser tão inocentes quanto parecem (claro que não são, né?) . Repare na cena da transformação das comidas – é nojenta, mas muito boa!

O elenco

Alice Krige, que sempre funcionou muito bem no gênero, arrasa como a bruxa. Uma figura das mais assustadoras! Mas o filme é de Sophia Lillis. Ela já tinha demonstrado  como era boa em Objetos Cortantes e nos dois filmes de It – A Coisa. Agora vai até estrelar um filme só seu na Netflix. Aqui, como a Maria, ela demonstra totalmente o girl power. Isso porque houve uma clara inversão de poder, colocando  no título o nome de Maria na frente do de João (aqui um garotinho, feito muito bem pelo estreante Samuel Leakey). A Maria de Sophia é quase uma super-heroína, poderosa e escolhendo seu próprio caminho. Gostei disso!

 

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