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Uma análise de Um Time Show de Bola

Sei que a princípio será difícil vender a ideia de um desenho com o tema futebol feito por um argentino no Brasil. Mas o ponto é um só: DEIXE O PRECONCEITO DE LADO, POIS O DESENHO É BOM DEMAIS! Dirigido pelo vencedor do Oscar, Juan Jose Campanella, o filme é uma obra de amor ao futebol e ao cinema. E tem apelo para crianças e adultos, meninos e meninas, com uma linguagem universal, que em alguns momentos pode até lembrar Toy  Story.

A história começa numa pequena cidade onde Amadeo, ainda criança, é um expert em pebolim. Mesmo depois de se tornar adulto, sua vida se resume a trabalhar num bar e jogar seu jogo favorito. Ele gosta de Laura, mas nunca se declarou. Logo todo o seu mundo é destruído quando Colosso (bem parecido com Cristiano Ronaldo!), um rapaz da cidade,  que se tornou o melhor jogador do mundo, volta para se vingar da única derrota que sofreu. Assim para salvar a cidade e Laura, Amadeo precisa de uma pequena ajuda: os jogadores de seu pebolim que ganham vida num passe de mágica.

O roteiro é muito bom e aborda aquilo que se espera de um desenho. Exalta a amizade, o trabalho em equipe e a determinação para alcançar um objetivo.  Mas também  tem um grande apelo para o público adulto. Além de fazer uma contundente crítica aos cartolas, inclui referências a filmes como 2001 – Uma Odisséia no Espaço, Guerra nas Estrelas e até Apocalypse Now (O horror, oh, o horror!). As meninas também vão gostar até por ter um personagem feminino muito forte e independente em Laura. Os fãs de animação também vão admirar a beleza do filme, especialmente com o 3D. É possível ver os 21 milhões de dólares gastos na produção, tornando-se talvez a mais cara já produzida na região.

Segundo Campanella declarou quando veio para o Festival do Rio este ano, ele não é um grande fã de futebol (me enganou direitinho!). Diz que nem torce por time algum. Mas tem a esperança que seu filme, que estreia nos Estados Unidos em 2014(Rupert Grint, de Harry Potter, vai dublar Amadeo), acabe concorrendo ao Oscar de melhor animação. Com certeza tem qualidade para isso.

Além disso, Campanella colocou o time de pebolim vestido de verde e amarelo. No início achei que fosse algo especial para o mercado brasileiro (como a Disney fez com Aviões). Mas ao ler publicações sobre o filme em todo o mundo (inclusive na Argentina), vi que essa foi a cor usada no mundo inteiro. A gente só pode admirar um argentino que faz o time de futebol dos heróis vestidos de verde e amarelo, né?

Eliane Munhoz

PS. O filme não é uma produção de Hollywood. Mas é tão legal que eu não poderia deixar de fora do blog…

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