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O Dono do Jogo é uma boa biografia no cinema

Lembra da época em que Tobey Maguire era um super-astro, afinal ele era o Homem-Aranha? Bem, o tempo passa para todo o mundo e ele tem atualmente 40 anos. Os tempos de papéis principais em grandes produções já foram. Mas agora ele tem uma nova chance. Depois aparições pouco lembradas em filmes como Refém da Paixão e Entre Irmãos, ele agora é o jogador de xadrez Bobby Fisher em O Dono do Jogo, que estreou esta semana nos cinemas.

É bem provável que a maioria nunca tenha ouvido falar de Bobby Fisher, que nos anos 70, ficou famoso por vencer a hegemonia dos russos no xadrez. Sim, houve uma época em que campeonatos de xadrez eram mostrados nos noticiários de TV com destaque nos Estados Unidos. Tudo isso graças a Bobby Fisher, que no final se tornou dominado por uma paranoia, uma mania de perseguição que acabou por fazê-lo abandonar o jogo e a se mudar para a Islândia (sim, Islândia!), pedindo inclusive a cidadania local.

O filme O Dono do Jogo mostra um pouco da infância e adolescência de Bobby até chegar à sua idade adulta onde passa a ser interpretado por Tobey Maguire. É nesse momento que é descrita sua relação com dois personagens importante da sua história: Paul Marshall (Michael Stuhlbarg), uma figura meio misteriosa, e o padre Bill Lombardy (Peter Sarsgaard), que o ajudam(ou não) a atingir seu objetivo de vencer o mais famoso jogador de xadrez russo da época, Boris Spassky (Liev Schreiber).

A difícil tarefa de transformar um filme sobre um jogador de xadrez em algo interessante é do ótimo diretor Edward Zwick, responsável por um filme que admiro muito, Tempo de Glória (1989). E ele consegue na maior parte do tempo. O Dono do Jogo não está entre seus melhores trabalhos, mas é uma biografia competente. Muito mais do que a maioria das coisas que vemos por aí.

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