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Enfim, a chegada da nova Mulan no Disney Plus

Quando me perguntam qual minha princesa favorita da Disney, sempre respondo que é Mulan. Sei que ela não é tecnicamente uma princesa, assim como Tiana, por exemplo. Mas faz parte daquele grupo que encanta a todos nas animações do estúdio. Mulan é também o meu desenho favorito da idade adulta. Sempre me emociono com ele. Especialmente naquela cena em que todos se ajoelham para homenagear Mulan. Por causa disso, fiquei bem entusiasmada quando a Disney anunciou que iria fazer um live action da história. Gosto bastante de várias delas, como Cinderela, Aladim, Malévola e, sim, até Dumbo. Infelizmente, por causa da pandemia, o filme teve seu lançamento adiado por várias vezes no cinema. E agora, está sendo lançado direto no Disney Plus nessa sexta, dia 4.

Tudo começa quando o Imperador da China emite um decreto. Ele estabelece que um homem de cada família deve servir no exército imperial para defender o país dos invasores do Norte. Hua Mulan, a filha mais velha de um honrado guerreiro se apresenta no lugar de seu pai adoentado. Disfarçada de homem, como Hua Jun, ela é testada a cada etapa do caminho. E logo deverá controlar sua força interior e abraçar seu verdadeiro potencial.

As diferenças

Parece bem similar ao desenho, certo? Mais ou menos. Primeiro, o filme não é musical, o que é uma pena, porque adoro aquelas músicas. Segundo, o divertido dragão Mushu, que era dublado por Eddie Murphy, não está presente. E ainda Shang, que era o superior e também o interesse amoroso, foi dividido em dois personagens. O argumento para isso é que em tempos de #MeToo, ter um envolvimento amoroso com seu superior não era uma boa ideia.

Mas, o filme é bom. As diferenças todas, entretanto, podem desapontar alguns fãs do desenho. O certo é que os produtores quiseram fazer tudo certinho com o objetivo claro de conquistar o mercado chinês. Afinal, hoje ele é o maior do mundo, já ultrapassou os Estados Unidos. E com uma história tão querida dos chineses, um passo em falso poderia significar a perda de milhões de dólares. Mas mesmo assim, o filme teve um resultado aquém do esperado na China.

Na China

Alguns culpam a pirataria. O filme estreou no Disney Plus americano uma semana antes da estreia nos cinemas chineses em setembro. Com isso, a pirataria fez a festa. O jornal South China Morning Post estima que um dos maiores sites de pirataria do país teria tido 250 mil dowloads de Mulan em apenas três dias. Além disso, também foi suficiente para que as críticas depreciativas começassem a dominar a internet local. Havia as mais diversas críticas, até sobre a faca que o pai de Mulan está amolando numa determinada cena. Também houve o caso da atriz que faz Mulan, Yifei Liu, que escreveu contra os manifestantes de Hong Kong  nas redes sociais. Isso acabou provocando protestos contra ela e contra o filme, inclusive abaixo-assinados para que as pessoas não fossem ao cinema ver Mulan.

No final…

Mas na verdade é um pouco injusto acabar com o filme assim. Ele é bom. Algumas vezes me trouxe a lembrança de O Tigre e o Dragão. Outras de Yentl, de Barbra Streisand. Tem uma fotografia lindíssima – uma pena que não será vista no cinema. As coreografias das lutas são ótimas. E a trilha, mesmo sem as canções, impressiona. Ao final, ainda há a bela interpretação de Christina Aguillera, cantando uma nova versão de Reflection, que era do desenho.

O elenco tem vários nomes conhecidos. Tzi Ma, Donnie Yen, Jason Scott Lee (como o vilão), e até Jet Li (que eu demorei a reconhecer como o imperador). Isso sem contar, é claro,a estrela maior do cinema chinês, Gong Li. O certo, em minha opinião, é que a expectativa das pessoas era outra. Mulan é um filme bem feito. O problema é que ele não emociona como o desenho. Não será aquele que você lembrará como um  favorito da vida adulta.

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