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Dia de saber mais sobre a maravilhosa Natalie Wood

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Talvez algumas pessoas não conheçam Natalie Wood. Afinal, faz quase 40 anos que ela morreu naquele acidente horroroso. Mas Natalie foi uma atriz das mais completas. Começou como atriz infantil, e fez uma bela transição para a fase adulta. Foi indicada ao Oscar três vezes, ganhou três Globo de Ouro, e foi uma das mais populares estrelas de sua época. Mas para aqueles que amam cinema, e querem saber mais por essa atriz incrível, que é a minha favorita, vale ver o documentário Natalie Wood: Aquilo que Persiste, que estreia hoje (12) na HBO, às 20 horas.

Natalie Wood: Aquilo que Persiste

Em Natalie Wood: Aquilo que Persiste, a filha de Natalie, Natasha Gregson Wagner – que é também a produtora do documentário – aborda a trajetória de sua mãe por meio de depoimentos de amigos, colegas de trabalho e familiares. Um dos pontos altos é a  entrevista com Robert Wagner, que fala sobre a morte da esposa pela primeira vez diante das câmeras. Eles foram casados ​​por quatro anos, divorciaram-se, casaram-se com outras pessoas e tiveram filhos até se reconciliarem anos depois. Há também testemunhos dos atores Robert Redford e George Hamilton, que abordam seu profissionalismo, além da participação de Mia Farrow, que lembra que nada era mais importante para Natalie que seu papel como mãe.

Robert Redford, com Natasha, a outra filha de Natalie, Courtney e o diretor Laurent Bouzereau

Dirigido pelo cineasta Laurent Bouzereau, o documentário combina cenas de filmes da estrela com um valioso material de arquivo, que inclui fotos, diários, vídeos domésticos e áudios, alguns deles encontrados por sua filha no acervo da família. Tem ainda imagens inéditas do segundo casamento de Natalie com Wagner, assim como um artigo escrito por ela em 1966 para o Ladies’ Home Journale nunca publicado. Nele, ela revela seus pensamentos mais íntimos sobre a fama, o amor e a família. Entrevistas da atriz ao longo dos anos mostram uma mulher inteligente e madura, que abraçou a maternidade e uma carreira em evolução permanente.

Natasha entrevistando Robert Wagner para o documentário

Os filmes de Natalie Wood

Um dos papéis mais marcantes de Natalie foi o de Maria em Amor, Sublime Amor (disponível no Telecine Play). Entretanto vários de meus favoritos não estão disponíveis nem no streaming e nem no vídeo on demand. É o caso de sua fase de atriz mirim em O Fantasma Apaixonado e De Ilusão também se Vive. 

Já na fase adulta tem a minha comédia favorita da vida, A Corrida do Século, e o drama Essa Mulher é Proibida. Ainda bem que ainda tenho meus DVD’s velhinhos.  Também não consegui achar as produções de TV que Natalie fez onde teve atuações tão marcantes. É o caso da produção de Gata em Teto de Zinco Quente, e principalmente a minissérie A Um Passo da Eternidade, com William Devane.

Mas há outros que podem ser encontrados para aluguel ou compra, para conhecer outras maravilhosas interpretações de Natalie:

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Juventude Transviada

Foi o primeiro grande papel de Natalie como jovem adulta, e ela foi indicada ao Oscar de coadjuvante. Ao lado de James Dean e Sal Mineo, fez esse filme que marcou época. Em Los Angeles, em 1955, Jim Stark (James Dean) é um garoto problemático e acaba preso por causar danos à propriedade. O adolescente então encontra outros jovens angustiados, com os quais faz alianças, conflitos e têm disputas por questões territoriais e amorosas, culminando em uma tragédia.

Rastros de Ódio

Natalie ainda estava no ensino fundamental quando estava fazendo esse filme, que é considerado o melhor western de todos os tempos (eu adoro!). O veterano da Guerra Civil Ethan Edwards (John Wayne) chega ao Texas em 1868, e parte então em uma busca vingativa pelos indios que mataram seu irmão e a mulher dele, além de raptarem as filhas do casal. Junto dele está Martin (Jeffrey Hunter), um mestiço que logo percebe que Ethan está obcecado por matar os índios. Ao encontrarem o corpo da mais velha, saem em busca da caçula (Natalie), por quem procuram mais 5 anos no deserto.

O Último Casal Casado   

Foi o último filme que Natalie completou (ela não chegou a finalizar Projeto Brainstorm). Natalie dizia que era um update de Bob, Carol, Ted & Alice, um de seus maiores sucessos. Aqui, ela e George Segal são umm casal feliz e bem-sucedido que assiste a revolução sexual levar seus amigos ao divórcio.

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Clamor do Sexo 

Talvez a mais brilhante atuação de Natalie, que lhe deu uma indicação ao Oscar. Na época ela inclusive começou um romance com Warren Beatty, que estreava no cinema. Os dois fazem Bud e Deanie, cujo namoro é ameaçado pelas opressivas expectativas de seus pais. Quando são advertidos a não se envolver sexualmente porque isso arruinaria o futuro dos dois, Bud acaba se envolvendo com outra garota e Deanie é internada num hospício. O final tem um belo e triste momento onde a frase final ficou tão marcante: “Embora nada possa trazer de volta a hora do esplendor na relva, da glória na flor, não lamentaremos, e encontraremos força com o que fica para trás.”

Médica, Bonita e Solteira 

Comédia romântica deliciosa estrelada por Natalie e seu grande amigo Tony Curtis, baseada no livro de Helen Gurley Brown. Ele é o jornalista Bob Weston (Tony Curtis), que finge estar com problemas no casamento para conseguir uma entrevista inédita com a famosa sexóloga Helen Brown (Natalie). Só que os dois se apaixonam, e Bob faz de tudo para não revelar sua verdadeira identidade. Também no elenco estão Lauren Bacall e Henry Fonda. O filme tem uma perseguição no final que é hilária.

 

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