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As mulheres especiais de Unidas pela esperança

A gente já viu um monte de filmes sobre como a música pode mudar a vida das pessoas. Desde os tempos em que Judy Garland e Mickey Rooney se juntavam para montar um musical até a série Glee (que eu amo). No meio do caminho ainda é possível encontrar Mudança de Hábito, A Escolha Perfeita e até High School Musical.  E agora, o diretor Peter Cattaneo, que nos deu o divertido Ou Tudo ou Nada há mais de 20 anos, chega com Unidas pela Esperança. O filme estreia nos cinemas nessa quinta (14).

Ele conta a história de um grupo de mulheres de diferentes origens. Elas vivem numa base militar, enquanto seus parceiros estão servindo no Afeganistão. Diante das ausências de seus maridos, namorados e familiares, elas se reúnem para formar o primeiro coral de esposas. Como sempre, o início é difícil, até que todas se adaptem à convivência. Afinal, as diferenças em suas personalidades podem colocar tudo a perder. Mas, com o tempo, elas passam a ajudar umas às outras neste que é um dos momentos mais difíceis de suas vidas.

Baseado em fatos reais, essa história ficou famosa na Inglaterra por causa de um programa de TV. Criado por Gareth Malone, a série da BBC The Choir: Military Wives documentou a criação do segundo coro de esposas de militares, em 2011. A partir daí,  formaram-se outros, conforme Unidas pela Esperança mostra ao seu final.  Hoje em dia, cerca de 2300 pessoas fazem parte deles em todo o Reino Unido e em suas bases militares no exterior.

A crítica

Sim, você já viu essa história milhares de vezes. Um grupo aparentemente sem talento, que se reúne, e descobre que pode ser ótimo. Junto, ruma para um grande momento de triunfo (isso não é spoiler, só um reconhecimento do gênero). Aqui no caso, essas mulheres em sua maioria tem pouco a fazer, além de cuidar da casa e dos filhos. Boa parte delas tem seus dramas pessoais, além da possibilidade de seu companheiro não retornar de uma missão no Afeganistão. As duas personagens principais, que duelam na condução do coral, são vividas por Kristin Scott Thomas e Sharon Horgan . Não poderiam ser mais diferentes, e isso funciona bem para a condução da história. Mas é preciso deixar claro que o filme não é um musical, há até poucas canções.

Com exceção de Kristin, que está ótima , como sempre, a maior parte do elenco é semi-desconhecido. Sharon Horgan, é da série Catastrophe, da Globoplay. E o marido de Kristin Scott Thomas é feito por Greg Wise, o Willoughby de Razão e Sensibilidade (também é marido de Emma Thompson). Mas, na verdade, mesmo com alguns personagens clichê, o filme funciona bem (poderia ter uns 15 minutos a menos, verdade seja dita). Vai fazer você rir e chorar, especialmente com a emoção do final.

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