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A incrível história real de Antonia

Há dois tipos de filmes que me fazem chorar. Isso sem contar tudo o que a Emma Thompson faz, rsrs! O primeiro é quando pessoas conseguem realizar seu sonho depois de muita luta. O segundo é aquela história sobre caminhos não percorridos. Ou seja, histórias de pessoas que se amam, mas por uma razão ou outra, acabam trilhando caminhos diferentes, mesmo que ainda exista um sentimento latente. O filme Antonia – Uma Sinfonia, que estreia nessa sexta (21) nas plataformas digitais, tem as duas coisas. Portanto, a emoção foi intensa, rs. Aliás, fazia tempo que um filme não me tocava desse jeito.  Antonia estará disponível para compra e aluguel no Now, Vivo Play, iTunes, Apple TV, Google Play, YouTube Filmes, Claro Vídeo e Sky Play. Vale o investimento!

A história

O filme é uma produção holandesa/belga, mas que tem a maior parte dos diálogos falada em inglês. Ele conta a história real da trajetória de Antonia Brico (Christanne de Bruijn), a primeira mulher a reger com sucesso uma grande orquestra, na década de 1930. Ainda criança Antonia se muda com seus pais da Holanda para os Estados Unidos. Em 1926, aos 24 anos, a jovem já sonhava em se tornar maestrina, mas nem mesmo seu professor de piano a estimulava. Disposta a tudo e sem nada a perder, ela volta à sua terra natal e implora por uma chance ao famoso maestro Willem Mengelberg.

Desconfortável com a situação, ele a envia para Berlim onde, contrariando todas as expectativas, ela tem a chance de estudar na Academia Estadual de Música e se torna a primeira mulher a reger a Orquestra Filarmônica de Berlim. Mas, nada na vida de Antonia seria fácil; quando finalmente seu sonho parece próximo, o amor de sua vida a coloca numa posição de difícil escolha.

A crítica

A direção e o roteiro é da holandesa Maria Peters. O filme mostra as dificuldades que o filme deixa claro que ainda persistem até hoje com relação ao preconceito contra mulheres no mundo dos maestros. Imagine nos anos 30! Maria Peters nos relembra isso a todo o momento. Antonia Brico vai em frente mesmo quando todos dizem que ela não pode. É claro que boa parte da história, especialmente a relação com Frank Thomsen (Benjamin Wainwright), parece ter sido romantizada. Mas, mesmo assim, a força de Antonia é sempre real e presente.

Além disso, a fotografia, o figurino, e, é claro, a trilha sonora, são de primeira linha. É fácil entender o amor de Antonia pela música. No papel principal, Christanne de Bruijn sabe demonstrar força, dúvida, determinação. O filme ainda toca em outros pontos que até hoje estão em discussão: o preconceito contra a mulher, o transgênero, e o machismo dos relacionamentos. Alguns podem achar um tanto novelesco, mas Antonia- Uma Sinfonia já entrou na lista das melhores coisas que vi este ano.

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