O filme Unabomber chegou na Netflix sem grande alarde. E isso sempre deixa a gente com um pé atrás. Confesso que resolvi assistir exclusivamente por causa do elenco: Russell Crowe, Shailene Woodley, Annabelle Wallis e Jacob Tremblay (que já foi o garotinho lindo de O Quarto de Jack). O filme até começa bem, mas depois se perde, fazendo parecer que uma produção de 1h40 lhe dá a sensação de estar ali por umas 4 horas.

O filme segue duas linhas paralelamente. No passado, vemos como o jovem Ted Kaczynski (feito por Jacob Trmeblay), um brilhante estudante de Harvard, resolve participar de um estudo de debates promovido pelo professor Murray e sua assistente Christiana (Annabelle Wallis). E isso vai ser uma grande influência para transformá-lo no famoso assassino em série conhecido como Unabomber. O roteiro ainda se passa anos à frente, quando uma agente do FBI (Shailene Woodley) investiga o caso e se aproxima da sua resolução.
O que achei?
O Unabomber, só para que todos saibam, foi um dos mais famosos assassinos em série do final do século passado. Entre 1978 e 1995, enviou cartas-bomba artesanais para universidades e companhias aéreas, matando 3 pessoas e ferindo outras 23. O roteiro analisa que quando jovem em Harvard, ele já era problemático e teria piorado graças ao relacionamento com o professor. Só que toda essa parte é repetitiva e coloca o professor como o grande vilão da história (leve spoiler aqui, rsrs). Há uma excelente cena no final, entretanto, do enfretamento entre Tremblay (sensacional) e Crowe, que é sensacional. Melhor parte do filme.

Paralelamente, há a investigação que viria a confirmar que Ted seria o Unabomber. Shailene, sempre muito boa, é a responsável pela investigação. Há um conflito inicial com o colega de trabalho (feito por Alexander Ludwig, de Vikings), mas depois a coisa vai parecendo muito fácil. A sequência em que ela vai atrás de Ted tenta ter suspense, mas acaba sendo meio ridícula.

No final, o que fica são as performances, já que todos estão ótimos. Mas o roteiro é falho, e cansativo. Se fosse melhor, poderia ter sido um grande filme, já que cenografia, fotografia, figurino, trilha sonora, tudo é de primeira linha. Pena!









































