Num primeiro momento, lembrei muito daquele filme de Harrison Ford, O Chamado da Floresta (disponível no Disney Plus , com crítica aqui). Mas é preciso reconhecer que Coração Selvagem, que chega essa semana nos cinemas, é muito maior. Estrelado por Brad Pitt, o filme reconhece o poder da amizade de um homem com seu cachorro. E especialmente como isso é importante para ambos. Morri de chorar com o filme.

Dirigido por David Ayer (de Esquadrão Suicida), o filme acompanha James Belmont (Brad Pitt), um ex-militar das Forças Especiais que se torna vítima de um terrível acidente de avião no Alasca. Sem qualquer sinal de civilização por perto, James está isolado em uma das regiões mais hostis e selvagens do planeta. Contando apenas com a companhia de seu cão de combate, Odin, para lutar pela sobrevivência, ele enfrenta desafios físicos e emocionais cada vez maiores. Essa jornada para manter-se vivo revelará que a esperança e a determinação podem surgir nos lugares mais inesperados.
O que achei?
O próprio Brad Pitt já avisou : o cachorro não morre no final. Então se você é como eu, e não aguenta filmes que o cachorro morre, já digo que pode ir tranquilo assistir ao filme nos cinemas. Coração Selvagem (não confundir com o filme dos anos 90 de David Lynch) tem um pouco de tudo: ação, suspense, drama, e até um toque de comédia (para fazer você sorrir, e não gargalhar). A química de Brad com o cachorro (na verdade quatro se dividem no papel de Odin) é simplesmente absurda de boa. E isso é imprescindível para você se envolver totalmente nessa história.

E logo de início você já fica sabendo que o cachorro sobrevive. Portanto todo mundo já suspira aliviado, mas nem por isso fica menos tenso durante todos os perigos que a dupla enfrenta. Há uma cena de ataques de lobos que me deixou na beira da poltrona. Isso sem contar a própria sequência da queda do avião (sim, tem isso também).

O filme fica basicamente concentrado em Brad (ótimo) e o cachorro (simplesmente sensacional) – há uma pequena participação de J. K. Simmons. O cão, apesar de serem quatro, o principal é Uber. E ele cativa e deixa você completamente devastado com suas expressões. Você não vai sair incólume desse filme, especialmente se tem um cachorro, como é o meu caso. É uma montanha-russa de emoções, com uma fotografia simplesmente sensacional. Vale muito a pena. Ah, não esqueça de levar um lenço.









































