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Cinema

Esquadrão Suicida não é tão ruim nem tão bom quanto você esperava

Muita gente esperava que Esquadrão Suicida fosse uma resposta da DC Comics para Deadpool, da Marvel. Irreverente, atrevido, politicamente incorreto. Só que ele não é nada disso. Mesmo se tratando de um filme onde os vilões são os mocinhos, com um início que prometia exatamente seguir esse caminho, no final, ele se torna um filme comum, com vilões humanizados e na maioria até bonzinhos. Com isso, não estou dizendo que o filme é totalmente ruim. Não é. Tem bons momentos, a maioria deles a cargo da mais sensacional estrela que o cinema produziu nos últimos tempos, Margot Robbie. Se você é fã de super-heróis (ou supervilões), vai se divertir com Esquadrão Suicida, que chega aos cinemas amanhã (4). Mas não vai se divertir “pra caramba!”

O filme se passa num período após os acontecimentos de Batman x Superman: A Origem da Justiça. Amanda Waller (Viola Davis) tem um plano de reunir um time com os mais perigosos supervilões já encarcerados, para enviá-los em missões perigosíssimas contra meta-humanos como o que foi responsável pela morte de Superman. Ela está convencida de que apenas um grupo de indivíduos díspares, desprezíveis, com quase nada a perder, e convocado secretamente, vai funcionar. Logo eles são enviados para derrotar uma entidade enigmática que apela para poderosas magias. O grupo é composto por Harley Quinn/Arlequina (Margot Robbie, Deadshot/ Pistoleiro (Will Smith), Capitão Boomerang (Jay Courtney), El Diablo (jay Hernandez), Killer Croc/Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje) e Slipknot/Amarra (Adam Beach)

Rick Flag (Joel Kinnaman) é o escolhido pelo governo para lidera-los, com a ajuda de Katana (Karen Fukuhara). Fora do grupo, estão dois outros importantes vilões, Enchantress/ Magia (Cara Delevingne) e, é claro, o Coringa (Jared Leto). É estranho que o Coringa, talvez o mais famoso dos vilões, apareça bem menos do que o esperado. Ouvi já algumas críticas à composição  de Leto do personagem. Eu discordo, achei que ele estava ótimo, enlouquecido e assustador como deve ser. E por isso mesmo fiquei querendo mais. Senti falta também de Lex Luthor (do personagem, não de Jesse Eisemberg), que deveria fazer parte do grupo.

A tão falada participação do Batman de Ben Affleck é restrita, são somente três cenas. Já o The Flash de Ezra Miller só tem uma. Afinal, é um filme de semi-vilões, não de heróis. Aliás, uma das cenas de Ben Affleck passa após os créditos, então não saia correndo do cinema, porque já dá mais uma pista sobre os próximos filmes da DC, especialmente o da Liga da Justiça.

A recepção da crítica em geral foi bem ruim. É claro que o filme tem problemas, além de não corresponder à divertida premissa inicial (preste atenção na trilha, é ótima). A batalha final é escura e você não consegue visualizar quem está brigando com quem; vários  personagens não tem muito o que fazer, em especial o Capitão Boomerang. Não que eu goste de Jay Courtney, mas com aquele olhar enlouquecido, ele está bem melhor do que o normal. E alguém pode me explicar o que é aquele papelzinho minúsculo do Scott Eastwood? O Pistoleiro na verdade é muuuito bonzinho, e ao colocarem Will Smith no papel, sempre com aquela cumplicidade com o público, fazem a história mais politicamente correta do que deveria. Mas o filme tem um grande triunfo que é Margot Robbie. Tanto que o estúdio confirmou recentemente que haverá um novo filme com a atriz reprisando o papel de Harley Quinn até agora sem título. Não foi revelada muita coisa sobre o projeto, mas há rumores que poderá abordar vilãs e heroínas do universo DC. Nossa, eu veria muito um filme como esse!!

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