Mark Wahlberg tem uma carreira invejável. É atração de bilheteria, produtor, e pode escolher os seus projetos. Um que escolheu está chegando aos cinemas essa semana. É No Limite da Justiça, que conta um pretensa história real, bem, na verdade só o personagem de Mark realmente existiu. O filme tem seus prós e contras, e eu vou falar sobre eles.

No Limite da Justiça conta uma história quase real que acompanha um agente preto do FBI (Yahya Abdul-Mateen II, de Aquaman 2) quando ele precisa se juntar a Greg Scarpa (Mark Wahlberg), um poderoso assassino da máfia, para tentar investigar os assassinatos brutais contra líderes dos direitos civis no Mississippi na década de 1960. Quando a vingança começa a se confundir com a missão, eles se unem cada vez mais em uma caçada mortal. Agora, apesar de seus valores completamente divididos, eles irão entender que a lei tem limites, já eles não.
O que achei?
É impossível começar a assistir No Limite da Justiça e não lembrar imediatamente de dois filmes. O primeiro é o excelente Mississipi em Chamas (disponível no MGM plus), e o segundo é o vencedor do Oscar, Green Book (está na Prime Video). O primeiro porque se passa no mesmo período (um em 64 e o outro em 66) e local, e conta uma história conhecida e verdadeira dois agentes do FBI que estão investigando a morte de três militantes dos direitos civis. E com Green Book, porque é umprofissional e um italiano mafioso de Nova York juntos no sul racista dos Estados Unidos dos anos 60. Entretanto confesso que gosto mais dos dois mais antigos do que de No Limite da Justiça.

Isso não quer dizer que desgosto totalmente do filme. Há bons momentos de ação, e Yahya Abdul-Mateen II está muito bem como o agente do FBI dividido entre cumprir a lei e se vingar daqueles que o ameaçam. Também gostei bastante da atriz que faz o papel da esposa, Nicole Beharie, de The Morning Show. Tira leite de pedra de um papel menor. A fotografia e a direção de arte são sensacionais, com uma bela reconstrução de época.

Só que…
Mas a mensagem é complexa. Diz claramente que é necessário “fazer o que for preciso”, conforme o título original (By Any Means). Acho que, especialmente nos dias de hoje, é uma mensagem perigosa. O filme também tem um início até um pouco lento, até o momento em que Mark Wahlberg entra na história. Confesso que não gosto dele como ator . Ele faz sempre o mesmo papel (aqui pelo menos colocou uma peruca e uma barriga, rsrs). Mas pelo menos aqui funcionou na química com Yahya Abdul-Mateen II, o que ajuda o filme.









































