Sou fã de Sally Field e admiro as diversas fases que viveu em sua carreira, inclusive seus dois Oscars de melhor atriz. Ela estava semi-aposentada , quando apareceu a oportunidade de fazer Criaturas Extraordinariamente Brilhantes, que vem fazendo grande sucesso na Netflix. É um filme doce, que sob uma capa de sessão da tarde, fala sobre solidão e oportunidades perdidas. Vale ver.

No filme, o povo gigante Marcellus mora e vive uma triste realidade num aquário. Uma viúva triste chamada Tova (Sally Field) trabalha lá como faxineira no turno da noite . e forma uma parceria improvável com o polvo. Logo um rapaz chamado Cameron (Lewis Pullman) que acaba de chegar na cidade, se junta a esse dois. Os três juntos irão fazer descobertas que mudarão suas vidas. E irão restabelecer a capacidade de encantamento e curando, principalmente, o coração de Tova.
O que achei?
O filme se baseia num livro de sucesso de Shelby Van Pelt. É interessante colocar o polvo como o narrador da história. É ele quem percebe que os personagens de Tova e de Cameron tem um vazio dentro de si, E o fascínio e a amizade com o polvo vai acabar aproximando esses dois, e ajudando a acabar com esse vazio. A forma como isso se resolve nunca é forçada. E vale ressaltar a química quase inimaginável dos dos atores.

Sally com seus quase 80 anos, parece ainda uma menina. E Lewis Pullman surpreende a cada papel – veja o que ele faz com um papel pequeno na série Uma Questão de Química, da Apple TV). E a produção conseguiu ainda arregimentar alguns veteranos sensacionais. Reconheceu a voz do polvo? Quem dubla é Alfred Molina, que trabalhou com Sally em um de meus filmes da vida, Nunca sem Minha Filha. E ainda há o elenco de apoio. Colm Meany está fofo demais como o dono do mercado que gosta de Tova. E as amigas são feitas pelas ótimas Joan Chen, Kathy Baker, e Beth Grant, com um papel muito similar ao de Virgin River.

No fim, você vai se emocionar, rir , e até se surpreender um pouco com Criaturas Extraordinariamente Brilhantes. Parece bobinho e inocente, mas atinge fundo todos aqueles tem pendências com o passado. Ou seja, todos nós, né?










































