A essa altura do campeonato, creio que a maior parte das pessoas que tinha intenção de assistir O Diabo Veste Prada 2 no cinema, já deve ter feito isso. Mas, eu estava viajando, e ontem fui correndo ver na última sessão do dia. Fiquei surpresa ao ver que tinham uma 30 pessoas (um número extraordinário para o dia e horário, sendo que o filme já estreou há uma semana). Isso se explica pela incrível campanha de marketing (aplausos para eles), e também pelo amor que as pessoas tem pelo primeiro filme. So que a diferença dessa para outras sequências de 100 anos depois (rsrs), como Uma Sexta-feira mais Louca Ainda, por exemplo, é a modernidade, a classe e o glamour. Eu falo mais sobre isso na análise logo após a sinopse.

20 anos se passaram desde que vimos o que aconteceu com Miranda, Andy, Emily e Nigel. Todos estão de volta nesse filme que mostra um novo momento da Runway. Andy é um jornalista consagrada que recebe o convite para voltar a trabalhar na Runway, dessa fez como chefe de uma área da redação. É quando há o seu reencontro com Miranda. Mas muita coisa está diferente num momento de mudanças na moda e na indústria de publicações e revistas. É claro que há novos conflitos entre as duas. Mas, além disso, Miranda e Andy precisam enfrentar mais um obstáculo, a crise do formato. E ainda, a antiga secretária da Runway, Emily, agora, é uma executiva de alto escalão da Dior, e toma as decisões publicitárias da grife. E isso pode ser um grande problema.
O que achei?
20 anos se passaram e o mundo mudou loucamente. O filme retrata bem isso. Não há mais um poder ilimitado, as falas de Miranda são monitoradas por sua assistente (Simone Ashley, de Bridgerton) para não serem politicamente incorretas. Há problemas de verba, os anunciantes dão a última palavra. E claro, há também os donos que não tem o menor apreço por conteúdo, por beleza. E que podem se livrar de uma empresa como quem joga uma caixa fora. Miranda agora tem um novo marido (Kenneth Branagh, que obviamente está lá só para se divertir). Andy tem um novo interesse romântico com quem não tem a menor química, rs (Patrick Brammall). E Emily, agora como uma toda poderosa, continua tendo as melhores falas, só que com uma importância bem maior.

A viagem para Paris dessa vez é para Milão. Há uma participação mega especial de Lady Gaga, com direito até a uma cena em pé de igualdade com Meryl Streep. Lucy Liu e Justin Theroux também estão por ali como um ex-casal que tem grande importância na história. E claro, há as milhares de participações de gente que conhecemos do mundo dos red carpets. Desde Donatella Versace até Law Roach (o stylist de Zendaya). Só faltou a própria Anna Wintour. Mas tudo acontece de uma maneira bem fluida, sem emperrar a história.

E ainda…
No meio dos figurinos maravilhosos (o macacão de Miranda na festa em Milão é um escândalo), há um roteiro cheio de referências ao primeiro filme (inclusive a famosa malha azul de Andy), e também ao mundo da moda. As críticas ao formato da mídia dos dias de hoje é contundente, apesar de leve. Todos os personagens estão de acordo com o que eram, mesmo que eu ache que Meryl está contida demais. Alguns dirão que ela está perfeita, pronta para explodir, mas tenho minhas restrições. Anne continua ótima, apesar de que Andy (assim como no primeiro filme) me irrita um pouco como personagem. E claro, quem brilha, mesmo como coadjuvante, é Emily. Emily Blunt está divertida e sensacional – sua cena quando vê Andy com Miranda é para sorrir muito.

No final, O Diabo veste Prada 2 é uma grande reunião de amigos que se gostam muito. E que você tem a chance de participar, com muito glamour, esquecendo esse mundo cão que vivemos por duas horas. Vale o seu tempo.









































