Eu lembro que quando Love Lies Bleeding – O Amor Sangra estreou há alguns anos, não tive o menor interesse de ver. A perspectiva de um filme ultraviolento não me inspirou, nem mesmo com a presença de Kristen Stewart (sim, eu gosto dela). Mas, quando estava no avião voltando para o Brasil, esse era o único filme disponível que eu ainda não tinha visto – aqui no Brasil está na HBO Max. E confesso que me surpreendi. O filme funciona, menos uma determinada cena, que basicamente é a resolução da história. A ideia de enfiar uma situação quase de filme de super-herói , me perdeu totalmente.

O filme é dirigido por Rose Glass. Love Lies Bleeding – O Amor Sangra é um romance ambientado na década de 1980 que acompanha a vida da reclusa gerente de academia Lou (Kristen Stewart). Ela tem uma passado complicado, mas acaba se apaixonando loucamente por Jackie (Katy M. O’Brian), uma ambiciosa fisiculturista que está de passagem pela cidade a caminho de Las Vegas em busca de seu sonho. Mas essa história de amor fulminante entre elas desencadeia a violência. E acaba puxando as duas para a teia que envolve a família criminosa de Lou.
O que achei?
Já aviso que o ponto de partida é uma grande história de amor entre duas mulheres – e tem cenas quentes entre as duas. Então se você tem problema com isso, é melhor nem começar a assistir. Também tem cenas de violência fortes – há uma cena em que um personagem tem a cabeça quebrada em close numa mesinha de centro. Dito isso, a história é interessante, sobre essas duas mulheres envolvidas em violência em seu passado e presente. E que desenvolvem uma relação que faz com que as duas resolvam enfrentar tudo e todos. Adoro histórias que tem personagens determinados a viver uma história de amor.

Só que o que parecia ser somente uma história de amor entre essas duas mulheres sem esperança, tem muito mais por trás. E isso vai envolver assassinatos do passado e do presente. Há até um certo humor irônico em alguns momentos. O problema aparece quase no final, com a resolução da história, quando inserem um elemento de fantasia (tipo Incrível Hulk) num roteiro que não tinha espaço pra isso, com a história super realista.

O elenco
Mas tem um elenco sensacional. Ed Harris, incrível como sempre – eu adoro esse ator. E para quem se lembra de Lado a Lado (1998), repare que ele e Jena Malone mais uma vez fazem o papel de pai e filha. Eu achei esse casting o máximo. O elenco ainda tem Dave Franco, e Anna Baryshnikov, filha de Mikhail (ótima).

E claro, tem Kristen Stewart, sem seus tiques de morder o lábio, olhar pra baixo – e com um corte de cabelo medonho, rsrs. Está ótima, especialmente quando descobre alguns corpos (rsrs). Mas a grande descoberta do filme é Katy O’Brien (vista em O Sobrevivente e em Twisters). Como Jackie, ela é uma surpresa boa com grande carisma, que funciona, no drama, no romance e no desespero.









































