Timur Bekmambetov é um um diretor e produtor consagrado. Como produtor, tem entre seus créditos Buscando… (que eu adoro). Já como diretor fez filmes como O Procurado, com James McAvoy, e o remake de Ben Hur, que ninguém gosta, mas eu acho muito bem feitinho. Recentemente, ele dirigiu Justiça Artificial, com Chris Pratt. Eu acabei perdendo no cinema, mas vi que as críticas eram bem ruins. Agora ele teve um “lançamento secreto” na Prime Video, então fui assistir. Sinceramente não achei ruim como falaram. Fiquei até entretida, e sem sono, rsrs.

O filme se passa no futuro próximo e distópico. Os crimes em níveis extremos levaram à criação do “Tribunal Mercy”, onde um algoritmo julga casos de pena de morte considerados quase certos. O detetive Chris Raven (Chris Pratt) acorda acusado de assassinar a própria esposa (Annabelle Wallis, sendo praticamente uma figurante). Ele está preso a uma cadeira, e passa a lutar contra o relógio para provar sua inocência, sendo interrogado pela juíza virtual Maddox (Rebecca Ferguson). Com memória fragmentada e histórico de alcoolismo, ele depende das provas digitais do tribunal e da ajuda de sua parceira Jaq (Kali Reis) para reconstruir os acontecimentos.
O que achei?
As críticas negativas falam que Justiça Artificial falha em não abordar mais profundamente o problema da IA. Só que na verdade, este não é um filme dramático, para discutir o que está acontecendo e o que poderá acontecer com o uso da inteligência artificial. É um filme de ação, que pretendia envolver as pessoas numa trama de suspense. E faz isso de maneira bem eficiente. É claro que pelo tipo de filme que é , a gente sabe que tudo vai dar certo e o personagem de Chris Pratt não será condenado pelo crime. Isso nem é spoiler. A pergunta é como eles resolverão a situação.

Também não se pode esperar desse tipo de filme algo que faça muito sentido, tenha muita lógica, rsrs. A pergunta é mantém a atenção? Funciona na sua proposta? Na minha opinião sim. Tem boas cenas de perseguição, o uso das telas como condutor da história faz sentido. E tem Rebecca Ferguson, maravilhosa. Mesmo como uma juíza de IA, ela consegue impor seu talento e dar profundidade ao personagem.

Quanto a Chris Pratt, ele mais uma vez não me convenceu. Acho que faz sempre o mesmo papel – o dele mesmo. Nas cenas em que está bêbado e violento, dá quase pra dar risada, porque não dá pra acreditar. E como na maior parte do tempo, ele está sentado, sem se mexer, a coisa fica ainda mais complicada. Rsrs, é com certeza o mais fraquinho de todos os Chris.
Quanto à Justiça Artificial, se você procura um filme de ação que vai manter sua atenção, curto (1h39), e eficiente na sua proposta, ele funcional funciona. Vale ver com uma pipoca no sofá, sem precisar pensar muito.

Curiosidade
O ator Jay Jackson aparece como um âncora de telejornal no filme. Jay também fez o papel do âncora de telejornal Perd Hapley na série Parks and Recreation, que tinha Chris Pratt no elenco.








































