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Rosamund Pike brilha em Eu me Importo, da Netflix

Rosamund Pike é uma ótima atriz, que eu acompanho há muitos anos. Creio que  desde sua participação em 007 – Um Novo Dia para Morrer.  Mas ela teve o reconhecimento do público e da crítica  somente com Garota Exemplar, em 2014. Por esse papel  de uma mulher fria e calculista, ela inclusive foi indicada ao Oscar. Mas, desde então, Rosamund não teve outro grande sucesso. Ela voltou agora com outra mulher do gênero em Eu me Importo, que estreou na Netflix na última sexta. E já teve uma indicação para o Globo de Ouro 2021. Sua atuação mais uma vez é imperdível.

Marla Grayson (Rosamund Pike) é uma famosa guardiã legal de pessoas idosas e ricas, que são consideradas inaptas a viver sozinhas. O problema é que ela manipula essas pessoas e seus pertences. Às custas deles, ela leva uma confortável vida de luxo. Um dia, Marla crê que encontrou uma nova vítima perfeita. Com a ajuda de uma médica corrupta e um sistema de leis injusto, ela consegue isolar Jennifer Peterson (Dianne Wiest). Só que com o passar dos dias, Marla descobre que Jennifer guarda segredos perigosos. Com base nisso, ela vai ter que usar toda sua astúcia se quiser continuar viva.

A crítica

A história é interessante. Muita gente vai gostar bastante, especialmente por causa das reviravoltas. Eu tenho um pouco de dificuldade para seguir uma jornada em que não há um personagem que gere empatia. Todos, sem exceção, não prestam. Em alguns momentos, é difícil de digerir as situações que se apresentam. Especialmente no que diz respeito à manipulação da justiça e a injustiça do sistema. A natureza parasita de todos é perturbadora. De qualquer maneira, a ideia é original, e é apresentada de uma maneira extremamente eficiente.

O problema é que o filme vai um pouco além da conta. Os vinte minutos finais, quando Marla praticamente incorpora uma agente secreta (!!) , Eu me importo perde um pouco seu clima. O filme é descrito como uma comédia de humor negro. Eu gosto do gênero, mas sinceramente não acho que ele se encaixa na descrição. Acho que está mais para uma realidade alternativa de costumes. Ele mostra bem como é o caminho daqueles que pretendem levar vantagem em tudo. Coisa tão comum de se ver hoje em dia.

Mas, é claro, o elenco é um assombro. Dianne Wiest, Peter Dinklage, Eiza Gonzalez e Chris Messina estão em grandes momentos. Há uma cena de Chris e Rosamund quando ele vai “sugerir” que ela deixe Jennifer Peterson em paz, que é um duelo dos bons. Mas o filme pertence a Rosamund Pike. Sua Marla é extremamente determinada, inteligente. É fria e calculista. Sua imagem já passa isso, com seus looks monocromáticos, e o cabelo assimétrico. É uma delícia ver Rosamund construir esse personagem. Por causa dele, vale ver e rever Eu me Importo.

 

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