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Os prós e os vários contras de Boca a Boca, da Netflix

Logo que vi o trailer da série brasileira Boca a Boca fiquei interessada. Partia de um princípio interessante! Em uma cidade rural do interior, adolescentes se desesperam quando descobrem uma infecção epidêmica contagiosa transmitida pelo beijo. O trailer era bem feito, e ainda a série tinha apenas seis episódios (adoro!!). Como se tratava de uma produção original da Netflix, é claro que a produção seria de primeira linha. E realmente é, mas…

Dirigida por Esmir Filho, a série é estrelada por Denise Fraga, Caio Horowicz, Michel Joelsas e Iza Moreira (fraquinha, coitada). A trama seria ainda mais interessante porque trata de uma espécie de vírus que se transmite pelo beijo. Ou seja, nada mais atual. Só que aqui, quem é atingido pela doença fica parecendo um zumbi. A cidade pequena parece daquelas paradas no tempo. E todos os pais tentam prender seus filhos em casa com medo de que se contaminem. Mas será que eles já estão contaminados? Além de tudo, cada um dos três personagens principais, os estudantes Chico, Alex e Fran também têm seus próprios problemas, que incluem lidar com sua sexualidade, e enfrentar as dificuldades com a família.

A crítica

O visual da série é bem interessante. Mistura um pouco das cores neon de Euphoria com o clima de Riverdale. E tem aquela coisa de que o vírus parece algo de ficção-científica. Há ainda o conflito a mais, já que pais e professores conservadores temem que uma “seita” de uma aldeia próxima influencie de forma negativa os jovens do local. Tudo isso parece bom, né? Só que esqueceram de arrumar um bom roteiro.

O ritmo que à primeira vista podia parecer satisfatório, logo cai numa confusão de situações e pessoas, como se quisessem contar histórias demais. também perdem muito tempo querendo ser modernos e psicodélicos. Isso sem contar a história do boi (#semspoilers). Além disso, tem aquele problema clássico de várias produções nacionais onde os atores falam discursando. Dá até pena da coitada da Denise Fraga, uma atriz tão maravilhosa, perdida com uma direção exagerada. Quem se salva, apesar dos exageros também, é o intérprete de Chico, Michel Joelsas ( de Que Horas Ela Volta?).

Deixando um monte de coisas sem explicação, e ainda o destino de vários personagens em suspense, Boca a Boca com certeza terá mais episódios. Mas, na verdade, o que fica parecendo é que foi produzida uma temporada, que acabou dividida em duas, para dar uma sensação de grande sucesso. Ainda assim, muita gente da crítica gostou da série. Uma pena que não foi o meu caso.

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