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Dose dupla de Eddie Redmayne e Felicity Jones

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Em 2014, Eddie Redmayne e Felicity Jones se juntaram para estrelar A Teoria de Tudo. O filme contava a história do físico Stephen Hawking e seu romance  e casamento com Jane Wilde. O filme foi um dos grandes títulos daquele ano. Teve cinco indicações para o Oscar, inclusive  filme, atriz e ator. Somente Eddie saiu com o troféu. Ele levou ainda o Globo de Ouro, o BAFTA, o SAG’s, o Hollywood Film Award e ainda o prêmio dos críticos de Nova York. É realmente uma atuação inesquecível. A crítica do filme está aqui, e ele pode ser visto no app do Telecine, na Netflix e no Globoplay.

The Aeronauts

Eddie Redmayne e Felicity Jones se juntaram novamente no ano passado para fazer mais uma história de época, The Aeronauts. E segundo fica claro logo nas primeira cena, também uma história real. É uma daquelas produções que tem cara de “temporada de premiações”. Mas acabou não concorrendo a nenhum prêmio muito significativo. É uma produção da Amazon, que estreou direto no serviço de streaming. É uma pena porque é um filme perfeito para ver no cinema, com sua fotografia grandiosa, realmente impressionante, com sequências de ação de tirar o fôlego.

A história se passa em Londres, em 1862. O cientista James Glaisher (Eddie Redmayne) está prestes a realizar o grande sonho de sua vida, embarcando numa viagem de balão para pesquisar formas de prever a metereologia. Sua companheira nessa empreitada desafiadora é Amelia Wren (Felicity Jones). Ela é uma veterana do balonismo que aceitou o desafio após um grande trauma em sua viagem anterior, quando seu marido faleceu. Juntos, eles enfrentam uma aventura rumo ao céus na tentativa de chegar a uma altitude inédita até então a qualquer ser humano.

O problema

É um belo filme, com boas atuações de Eddie e Felicity, especialmente essa última. Normalmente acho que Felicity é uma atriz fraca e sem vida, mas aqui ela está especialmente esfuziante. The Aeronauts ainda têm as participações interessantes de Imesh Patel (Yesterday) e Tom Courtenay.  Mas há um grande problema com o filme, que provavelmente fez com que ele não tivesse a carreira esperada. Eles fazem graves mudanças sobre o que aconteceu realmente. Amelia Wren é uma personagem de ficção. O verdadeiro piloto e herói era um homem, Henry Tracey Coxwell.

Se a ideia era fazer um filme de ficção, por que usar o nome real de James Glaisher? Deveriam ter mudado o nome de ambos e então criar uma nova história. E por que colocar uma mulher? Para ser politicamente correto? Há muitas mulheres reais que desafiaram o poder masculino, e que poderiam ter suas histórias contadas. Não é preciso “roubar” o triunfo de um homem só para “ficar bem na fita” nos tempos atuais. Quando pesquisei sobre essa história fiquei bem incomodada com isso. Uma feito tão importante do ponto de vista científico, só que no filme um herói é lembrado e outro é esquecido.

 

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