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As fofuras natalinas de Noelle e de Fada Madrinha

A gente já se acostumou com os montes de filmes de Natal que a Netflix lança todos os anos. E depois veio a Amazon com alguns produzidos pela Hallmark. Mas agora, com a chegada da Disney Plus ao Brasil, a gente tem acesso a quem praticamente inventou o conceito de filme de família. E eu assisti dois filmes que estão disponíveis por lá, e gostei bastante. São eles, Noelle, estrelado por Anna Kendrick, e Fada Madrinha, com Jillian Bell e Isla Fisher.

Os dois são fofíssimos! Tem uma trilha sonora incrível, uma história que envolve. Ambos seguem o caminho de sucesso de Encantada. Apresentam jovens mulheres que saem de seu ambiente para fazer o bem num mundo tão carente disso. E principalmente, apresentam uma revisão de conceitos. São inclusivos, e ainda demonstram que, por mais que a gente ame os contos de princesas, não precisa ser só isso, pode ser muito mais.

Noelle

Noelle foi o primeiro filme de Natal a estrear no Disney Plus quando ele chegou nos Estados Unidos no ano passado. Na verdade, as filmagens começaram em 2017, e ele estava programado para estrear nos cinemas. Mas, convenhamos, esse tipo de filme não é mais aquele que as pessoas assistem no cinema. Uma pena, mas é a realidade. Então o estúdio resolveu adiar o lançamento, para usá-lo para atrair mais público para seu então novo serviço de streaming.

Na história, a filha de Kris Kringle, Noelle, é cheia de espírito de natalino e adora as festas de final de ano. Mas ela gostaria de ter um papel mais “importante” na família. Algo assim como seu querido irmão Nick (Bill Hader), que este ano assumirá o lugar do Papai Noel. Só que Nick está prestes a desmoronar — como um bolo de biscoito de gengibre — com toda a pressão do trabalho. Noelle então sugere que ele faça uma pausa e tire um tempo para se acalmar. O problema é que ele não retorna mais para o Polo Norte.  Noelle então precisa encontrá-lo e trazê-lo de volta a tempo de salvar o Natal.

Confesso que não sou grande fã de Anna Kendrick (o nariz dela me incomoda,rsrs). Mas de qualquer maneira, ela está ótima no papel principal. Especialmente quando começa a perceber seus novos poderes são impagáveis. O filme ainda tem a participação de Shirley MacLaine como a Elfa que a criou, e que a acompanha na sua jornada em busca do irmão. É sempre bom ver suas caras e bocas de enfado, rs.

O filme ainda tem direito a momentos emocionantes (o da garotinha surda), efeitos especiais com as simpáticas renas. E o bebê rena Snowball é tão fofo que pode rivalizar facilmente o Bebê Yoda. A mensagem final deixa claro que tradições podem mudar. E faz isso com muito charme!

Fada Madrinha

Mas eu gostei ainda mais de Fada Madrinha, que é o grande lançamento de Natal dessa temporada. Achei mais divertido, mais fofo, e com um roteiro mais bem feito. E ele ainda dá uma grande chance para a comediante e roteirista Jillian Bell, que esteve este ano em Bill e Ted: Encare a Música. Ela faz uma aspirante a fada madrinha que persegue sua grande chance.

A fada Eleanor não desiste mesmo quando fica sabendo que sua profissão está em extinção. Ela encontra uma carta de Mackenzie (Isla Fisher), uma menina de 10 anos que necessita de ajuda. Eleanor foge, para achar Mackenzie e salvar o mundo das fadas madrinhas -porque senão elas passarão a ser fadas do dente. Com isso, Eleanor vai para a cidade grande, e obviamente desconhece todas as coisas do mundo moderno. E, o pior, acaba descobrindo que Mackenzie não é mais uma garota de 12 anos. Ela agora é uma adulta viúva com duas filhas, que perdeu a vontade de ser feliz.

Fada Madrinha prova com facilidade que os contos de fada ainda funcionam, especialmente quando acompanhados de um humor moderno e cheio de referências. As reações de Eleanor frente às novidades que encontra pelo caminho são ótimas, especialmente quando se percebe o quanto ela não entende nada o que está acontecendo. Já do lado de Mackenzie, há a possibilidade clara de romance com Hugh Prince (Santiago Cabrera, mais charmoso do que nunca). Só que esse não é o foco, é simplesmente algo mais dentro da vida de dela. E tudo, é claro, caminha para um gran finale em cima de um palco, com a participação da sempre ótima veterana Jane Curtin (com um look muito parecido com o de Susan Sarandon em Encantada). Tudo muito gostosinho!!!

 

 

 

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