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A história do Império Romano da Netflix

As histórias sobre a Roma antiga, sejam em séries ou filmes, sempre tem um certo apelo. Eu logo me lembro  da excelente série Roma. Mas agora, meu amigo José Augusto Paulo assistiu Império Romano, que tem três temporadas disponíveis na Netflix. A crítica está aqui:

Império Romano

O Império Romano, dado a sua influência na história ocidental assim como a mundial, já foi assunto  de séries como a excelente Roma, e grandes producões como Quo Vadis. Mas fazia tempo que eu não encontrava uma série sobre a Roma clássica. Uma que me lembrasse dos filmes de gladiadores que via na televisão, nos domingos da minha infância.

Eu li, há algum tempo atrás, que a Netflix investiu pesado em uma série concentrada nos imperadores romanos. Esperava algo parecido com Roma (2005 – 2007, disponível na HBO GO) com muitos detalhes, fruto de muita pesquisa e atores de porte. Infelizmente, a Netflix optou por um formato de docudrama. Império Romano tem intervencões de alguns estudiosos e autores sobre os imperadores retratados e um elenco pouco conhecido. O fato de que Mary Beard não era uma das acadêmicas que introduziam comentários sobre a história dramatizada já tirou um pouco da gravitas dos comentários.

A crítica

Roma dedica a primeira temporada a Julio Cesar e a segunda (e infelizmente ultima) a Otavio Augustus, seguindo a ordem de sucessao. Já Império Romano segue uma estranha cronologia. Tem Comodus sendo o imperador da primeira temporada (2016), seguido de Julio Cesar (2018) e Calígula (2019). Os primeiros episódios já deixam claro que boa parte do elenco deve ter sido escolhida por seus atributos físicos ao invés de qualidade dramática. Sim, romanos se exercitavam mais do que nós. E sim, usavam menos roupa. Mas duvido que Julio Cesar caminhasse como o protagonista de Toy Boy. Ou ainda que Calígula personificasse, com aquela musculatura toda no lugar, as mais famosas estátuas de Praxiteles (senão não teria seduzido as próprias irmãs).

Mas a serie é boa, especialmente em dar uma certa cor e ação a eventos importantes. Também é indicada para quem não conhece nada do assunto e quer uma noção rápida e indolor. Apesar de nos desorientar quanto à passagem do tempo. Na segunda temporada temos a impressão que Julio Cesar atravessou o Rubicon ( 10 Janeiro 49 AC) e duas semanas depois estava na batalha de Dyrrachium (que na verdade ocorreu em 10 Julho 48 AC). E ainda sem ir a Roma ( o que não foi o caso).

Quando assisto séries ou documentários sobre história, geralmente desisto quando alguns fatos não parecem bem contados. Ou ainda quando as datas não batem. São erros que não deveriam existir em uma produção cara. Mas no caso de Roman Empire, talvez pelo seu ritmo, talvez por sua fotografia inteligente, ou mesmo porque alguns dos comentaristas pareciam realmente conhecer o assunto, acabei assistindo  as três temporadas. Achei a primeira (Comodus) a com maior veracidade (e melhores músculos 😊)

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