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A Escavação reconhece heróis verdadeiros

Carey Mulligan é uma das favoritas para estar entre as finalistas na categoria de melhor atriz na Temporada de Premiações. O papel é o de uma mulher que leva uma vida dupla em Promising Young Woman. Mas, nessa sexta, um outro filme estrelado pela atriz chegou na Netflix. É A Escavação, com Ralph Fiennes. Ele conta a história de um arqueólogo que embarca na escavação a pedido da rica senhora Edith Pretty. Tudo contece em Sutton Hoo, na Inglaterra, pouco antes da II Guerra . Lá, acabam descobrindo um grande tesouro em uma câmara mortuária de um navio enterrado. Essa descoberta foi considerada uma das mais importantes descobertas arqueológicas de todos os tempos.

A crítica

A história é real, e baseou-se no livro de mesmo nome de John Preston. Ao final do filme, inclusive contam alguns detalhes do que aconteceu com os personagens verdadeiros. A história é contada com simplicidade e sensibilidade. É certo que detalhes acabam ficando no ar, especialmente a determinação de Edith com a descoberta. Entretanto, a atuação de Carey Mulligan demonstra  bem sua determinação de prosseguir com a escavação. Mesmo contra todos, e contra a própria situação de sua saúde. Carey só entrou no filme depois que Cate Blanchett e Nicole Kidman saíram do projeto, Ela é bem mais jovem do que a verdadeira Edith na época da escavação. Mas tem um perfeito contraponto com o personagem de Ralph Fiennes, o escavador. Já ele está sensacional. 

Na primeira parte, o filme pertence aos dois atores. É a mais fascinante. Já a segunda parte é mais fraca, com outras pessoas chegando ao local. É o momento das brigas de bastidores. Todos querem aparecer como os responsáveis pela descoberta.  Paralelamente, o filme se dedica à história da insatisfação de uma das escavadoras, Peggy (Lily James) com seu casamento com um arqueologista que é claramente gay (Ben Chaplin). O terceiro vértice é feito pelo primo de Edith, Rory. Esse é feito com o charme de sempre por Johnny Flynn , que já tinha sido apaixonante em Emma

No fim…

O problema é que esse romance, que poderia ter rendido um outro filme, acaba passando rápido demais. Ficou parecendo que quiseram “encher linguiça”. E também, a gente sente falta da presença do personagem de Ralph Fiennes. Ele praticamente desaparece durante boa parte da segunda metade. De qualquer maneira, esse elenco maior acaba funcionando. O filme demonstra o quão importante era para aquelas pessoas atingir seu objetivo. E especialmente o sentido de urgência, já que a guerra estava batendo na porta. E ainda, vale conhecer a história, para poder valorizar quem são os verdadeiros heróis. 

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