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A emoção da nova versão de Beleza Negra

Filmes sobre amizade de humanos com animais costumam acabar comigo. Choro fácil! Quando é com cachorros então, tipo A caminho de Casa ou Quatro Vidas de um Cachorro, eu choro copiosamente. Estes dois filmes especificamente deram um voz para os cachorrinhos. Eles ficaram a cargo de Bryce Dallas Howard e Josh Gad. E agora, chega nessa sexta no Disney+, mais um filme para emocionar no gênero. É Beleza Negra, produção de 2020, a mais recente adaptação do livro clássico de Anna Sewell sobre a jornada de um mustangue. Quem faz a voz da égua Black Beauty é Kate Winslet.

A história já teve várias versões para o cinema. Me lembro de uma de 1994, com Sean Bean no papel principal e Alan Cumming como a voz de Black Beauty. Em tempos de #MeToo, tanto Black Beauty virou uma égua, como seu grande companheiro, Joe, virou uma garota, Jo (Mackenzie Foy, a Rennesmee de Crepúsculo). Os tempos são diferentes também. Ao contrário das versões anteriores , que se passavam no final do século 19, essa se passa nos dia de hoje.

A história de Beleza Negra

Mas no final, o contexto é o mesmo. O mundo de Beauty, um mustangue selvagem,  muda abruptamente quando ela é separada de sua família. Logo, é enviada para viver em um curral empoeirado, do qual teme nunca mais conseguir escapar. No entanto, a sorte de Beauty está destinada a mudar. O gentil encantador de cavalos John Manly (Iain Glenn, de Game of Thrones) é imediatamente atraído pelo seu espírito feroz. Ele decide adotá-la para seu programa de treinamento em Birtwick Stables. Só que não há a certeza se a égua poderá ser domesticada.

Mas o mundo de John também dá uma guinada importante. Jo Green, sua sobrinha de dezessete anos, aparece em sua porta. Como Bela, Jo também perdeu seus pais.  É graças à profunda conexão entre Beauty e Jo que ambas começarão a se curar. Juntas, elas estabelecerão um vínculo inquebrável que durará pelo resto de suas vidas. Mesmo que o destino de Beauty a leve a viver uma série de aventuras com diferentes donos e a afaste de Jo. Durante as diferentes fases de sua vida, Beauty aprenderá sobre amor, perda, desgosto, alegria e o enorme poder da amizade.

A crítica

Beleza Negra, é claro, mantém o amor aos animais que permeia as outras versões, e também o livro. Mesmo com todas as diferenças de gênero e de época, várias passagens importantes estão presentes. É o caso de uma das cenas mais tristes (tente não se emocionar!), a despedida de Beauty, e sua amiga, a égua Ginger. Ele também mostra bem como os pobres animais podem sofrer com um tratamento que preza a beleza e esquece o carinho. É impossível não se revoltar –  especialmente com as personagens de Claire Forlani (Mrs. Winthrop) e de Fern Deacon (Georgina).

De qualquer maneira, o filme teve muitas críticas negativas. Especialmente porque o livro é um clássico da língua inglesa. E a gente sabe o que acontece quando mudam os clássicos. Pessoas se revoltam. Mas por aqui, onde o livro não é tão famoso, parte da infância das pessoas, é provável que a recepção seja melhor . Eu embarquei totalmente. E chorei bem…

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