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Conhecendo o Drácula da Netflix…

Eu sou fã de filmes (e séries) de vampiros. Estava assistindo a série de Ian Somerhalder, Apocalipse V, que interrompi para ver a nova série de Drácula. É uma produção da BBC, dos mesmos caras que fizeram Sherlock, com Benedict Cumberbatch. Além disso, eram somente três episódios (de 1h30, mas tudo bem). Então, se você gosta de vampiros como eu, sugiro que você assista a série. De mente aberta, é claro, porque ela é muito diferente de tudo que você já viu.

O início

Os três episódios são muito diferentes entre si. Parecem feitos por equipes (diretor e roteiristas) completamente diferentes. Mas tem uma ligação. Então, é preciso ver todos para ter um início, meio e fim. Quem conhece a história (ou viu o maravilhoso Drácula de Bram Stoker, de Coppola), vai reconhecer vários elementos, principalmente na  primeira parte. Ela mostra a chegada de Jonathan Harker (John Heffernan) ao castelo do Conde, para atendê-lo como cliente de sua firma de advocacia. Só que o Conde têm outros planos para ele. O episódio  começa justamente com Jonathan contando para um freira tudo o que aconteceu. É o melhor dos três, com um clima de filme de Christopher Lee. Assustador e divertido, sexy e assustador.

E depois…

O segundo episódio parece uma história de Agatha Christie. Drácula está a caminho de Londres no navio Demeter. E quando as pessoas começam a morrer, é iniciada uma investigação para saber quem é o culpado. Desnecessário dizer que é o próprio Drácula. Apesar de ser um tanto diferente em formato, o episódio funciona. Quanto ao terceiro, qualquer coisa que seja dita sobre ele vai estragar a surpresa reservada pelo roteiro. Como já vi muita coisa do gênero, é difícil que algo me surpreenda. E esse novo Drácula fez isso em grande estilo.

Já li vários textos onde as pessoas reclamam que a série começa muito bem, e o terceiro episódio é péssimo, estraga tudo. Discordo. Sim, o final (a conclusão) me decepcionou um pouco. Mas a surpresa das mudanças na história valeram o desfecho pouco brilhante. Claes Bang, que faz o Conde Drácula, está ótimo. Nunca tinha prestado muita atençaõ nele em papéis anteriores (The Square, the Affair, A Garota na Teia de Aranha). Mas ele funciona, sendo sexy, divertido e assustador. Seus diálogos são impagáveis, especialmente aqueles com a irmã Agatha ( Dolly Wells). Essa então é uma descoberta, a melhor coisa da série. Seus dois papéis (#semspoilers) são uma delícia, e a forma como diz suas falas é um assombro. Só por ela já valeria a pena ver esse novo Drácula. Mas, no final, os caminhos surpreendente escolhidos são uma surpresa extremamente bem-vinda.

 

 

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