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Birdman [e o que emocionou, o que cansou e o que divertiu na noite do Oscar]

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Ao contrário do que se esperava, não houve divisão entre Birdman e Boyhood. O primeiro levou os prêmios importantes (filme, diretor, roteiro) e o segundo terminou só com o esperado de melhor atriz coadjuvante para Patricia Arquette. Pouco para o filme que era até algumas semanas atrás o franco favorito. Acho queé  até injusto. Não sou uma admiradora incondicional do filme mas creio que ele merecia  melhor destino no final.

Fora esta, foi uma noite onde o esperado esteve (bem) mais presente que as surpresas entre os vencedores. O prêmio para Operação Big Hero foi talvez a mais inesperada já que o grande favorito era Como treinar seu Dragão 2. Será que os votantes preferiram não premiar a Dreamworks (produtor do filme), depois que o estúdio anunciou a demissão de um monte de profissionais da área? Possível …

A festa começou com um incrível e maravilhoso número musical com Neil Patrick Harris, o apresentador, que ainda teve as participações de Anna Kendrick (de Caminhos da Floresta) como Cinderela e Jack Black fazendo o papel de um nervoso…Jack Black. Foi divertido! Mas apesar de alguns momentos engraçados e outros emocionantes, faltou à festa deste ano um pouco do inesperado e do mais moderno que foi visto no ano passado com Ellen DeGenneres. Minha sensação (e aqueles que viram o filme vão entender minha associação…) é que o evento ontem parecia Hello Dolly! , musical dos anos 60 estrelado por Barbra Streisand. Teve momentos inesquecíveis mas muita “encheção de linguiça”. No final, pareceu longo demais e antigo.

Entre os ditos momentos inesquecíveis, começo, é claro, com…

– O show de abertura

Parecia um show da Broadway, mas recheado de efeitos especiais. Neil Patrick Harris cantou (muito), dançou (pouco) e pareceu extremamente à vontade com suas piadas (Clint Eastwood como Kanye West? Hilário). Destaque também para Anna Kendrick, que “segurou” bem como a Anne Hathaway da hora. Achei ótimo!

– John Travolta e Idina Menzel de novo

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Para mim foi o momento mais engraçado! Depois que ele errou seu nome na cerimônia do ano passado, Idina Menzel se vingou e chamou John Travolta ao palco como” Glom Gazingo”. John então se desculpou. Foi bonitinho! Mas será que fui só eu que fiquei incomodada sobre como ele ficava passando a mão no rosto dela todo o tempo? Um tanto estranho não?

– A homenagem aos 50 anos de A Noviça Rebelde

Quem poderia imaginar que Lady Gaga faria uma improvável homenagem aos 50 anos de A Noviça Rebelde? E mais ainda, que seria o máximo? Ela simplesmente arrasou cantando um medley das canções adoráveis do filme. E, no final, o momento mais emocionante (para mim, pelo menos). Julie Andrews entra no palco, abraça Lady Gaga, que a homenageia. O público vai a loucura! É uma cena que vai ficar na nossa memória afetiva por um bom tempo.

– Lágrimas para Glory

Gosto muito da canção do filme Selma, Glory. E o belo número, com a interpretação de John Legend e Common, arrancou lágrimas e emoção da platéia. David Oyelowo, ator do filme, e Chris Pine (que não tem coisa alguma a ver com a produção mas continua lindo!) choravam bastante no final.

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– Os discursos

O primeiro prêmio da noite já teve sua dose de emoção. J.K. Simmons, ganhador do troféu de coadjuvante por Whiplash: Em Busca da Perfeição pediu para que as pessoas ligassem para seus pais. Patricia Arquette falou que as mulheres devem ter direito aos mesmos salários que os homens. E Eddie Redmayne, que venceu uma disputa acirrada  com Michael Keaton na categoria de melhor ator, quase não conseguiu falar. Ele é adorável!

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Além disso, apesar de menos conhecidos, os discursos de Ellen Goosenberg Kent e Dana Perry, pelo documentário curta Crisis Hotline: Veterans Press 1 foram tocantes pois quando a segunda terminou de falar dedicou o prêmio ao seu filho que se suicidou. Outro na mesma linha foi o discurso do roteirista vencedor por O Jogo da Imitação, Graham Moore, que disse que tentou se suicidar aos 16 pois se sentia “diferente e estranho”. Num momento inspirador, que também foi um dos mais tuitados, ele disse ” Eu queria que esse momento fôsse para aquela criança que se sente diferente, esquisita e que não se encaixa em lugar algum. Sim, você se encaixa. Eu prometo. Continue estranho. Continue diferente!” Foi aplaudido de pé!

-Terrence Howard e Sean Penn

Eu acho os dois beeem estranhos. E não podiam deixar de ter momentos estranhos na festa. Howard, que está numa série de sucesso chamada Empire, ia só anunciar um grupo de filmes indicados. Mas parecia que estava fazendo um teste para um papel dramático, com pausas e momentos de emoção quando falou de O Jogo da Imitação. Tão estranho…

E Sean chegou para entregar o último prêmio da noite com aquela sua cara de mau humor constante. Fez pausa, deixou todo mundo em suspense, e ainda, antes de dizer que o vencedor era Birdman, soltou a pérola “quem deu a esse fdp o green card (cartão de cidadão americano) dele?”. Depois, nas entrevistas, nos bastidores, o diretor Iñarritu, que é amigo de Sean, diz que achou  a brincadeira hilária. Então tá…

– Neil Patrick Harris brinca com Birdman

Uma das cenas mais famosas de Birdman é aquela em Michael Keaton fica preso somente de cuecas do lado de fora do teatro e tem que atravessar a Times Square, fugindo de todos os fotógrafos de plantão. Neil brincou com a cena e apareceu de cuecas no palco (ele está bem, não?). Close para a risada de Michael Keaton.

Abaixo, os vencedores:

Birdman levou quatro prêmios: Filme, diretor (Alejandro Iñarritu), roteiro e fotografia (segunda vitória consecutiva de Emmanuel Lubezki, que ganhou no ano passado com Gravidade)

Grande Hotel Budapeste também ganhou quatro: figurino, design de produção, cabelo e maquiagem e trilha sonora.

Whiplash: Em Busca da Perfeição, meu favorito, saiu da festa com três: ator coadjuvante (J.K. Simmons), montagem e mixagem de som

Cada um dos filmes  a seguir levou um prêmio: A Teoria de Tudo (melhor ator para Eddie Redmayne); O Jogo da Imitação (roteiro adaptado); Sniper  Americano (edição de som), Selma (canção para Glory); Para sempre Alice (melhor atriz para Julianne Moore);

Operação Big Hero foi a melhor animação e Ida se tornou o primeiro filme polonês a ganhar o prêmio de filme estrangeiro. Os documentários foram Citizenfour (longa) e Crisis Hotline: Veterans Press 1 (curta). O curta-metragem vencedor foi The Phone call e o curta de animação foi o fofíssimo Feast.

 

 

 

 

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