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Vale conhecer o terror nacional Morto não Fala

A gente sabe que filme brasileiro não tem tradição no gênero terror. De vez em quando aparece algum, mas não é comum nos cinemas. Por isso mesmo, fiquei muito surpresa – positivamente –  com Morto não Fala, que vai estrear essa semana nos cinemas. Uma produção bem feita, com um timing correto, boa trilha, bons efeitos. Realmente me impressionou a ponto de poder dizer que levei uns bons sustinhos, rs.

A história

Logo de início conhecemos Stênio. Ele é o plantonista noturno de um necrotério de uma cidade violenta. Quando vemos o primeiro cadáver falar com ele, não há sustos. Isso já passou a ser uma coisa normal em sua vida. O problema começa quando uma confidência de um desses mortos revela um segredo da vida do próprio Stênio. E o que ele fará com isso irá desencadear uma maldição que vai trazer perigo e morte para ele e para sua família.

A crítica

A história é baseada nos contos de terror do jornalista Marco de Castro, e participou de vários festivais de cinema de terror. Realmente é bem diferente do que estamos acostumados a ver, pelo menos na primeira parte, que concentra as conversas bizarras entre Stênio e os cadáveres. Com um misto de  computação gráfica e atuação, os efeitos são simples mas eficientes. Na segunda parte, após a tragédia, o filme cai um pouco no lugar comum, o da casa mal assombrada. Mas mesmo assim, funciona bem, deixando até um final aberto que deverá virar série.

Daniel de Oliveira é sempre um ótimo ator, nos mais diversos tipos de papeis. Mas ele também tem uma empatia com o público que faz com que Stênio, que deveria ser o vilão da história, se transforme num mocinho. Assim como Fabiula Nascimento, que não tem medo de ser antipática na sua atuação, acaba se tornando a vilã da história, mesmo sendo a vítima. Talvez isso seja uma mensagem meio distorcida do que seria esperado, especialmente nos dias de hoje. Mas não faz com que o filme seja menos eficiente. Ou seja, minha sugestão é para deixar de lado o preconceito que você possa ter com o cinema brasileiro. E, se é fã de terror, se deixe levar por Morto não Fala.

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