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Todo o brilho de Stallone em Creed: Nascido para Lutar

Não faço parte dos fãs incondicionais dos filmes de Rocky, apesar de ter assistido quase todos – perdi o 3, aquele com Mr. T . Mas gosto muito de Sylvester Stallone, inclusive na maioria de todas as porcarias que ele estrelou – adoro Mercenários 2, por exemplo. Também admiro sua capacidade de se reinventar, como faz agora, voltando ao personagem Rocky Balboa em Creed: Nascido para Lutar, assumindo seu lado Burgess Meredith, que, aliás, lá no primeiro Rocky, há 40 anos atrás, concorreu ao Oscar de melhor ator coadjuvante. Assim como Stallone, que naquela época concorreu ao prêmio de melhor ator, e que repete o feito este ano como coadjuvante em Creed ( a única indicação do filme), que estreou esta semana nos cinemas.

Lembra do primeiro Rocky?

Agora o foco central do filme não é mais Rocky e sim Adonis Johnson (Michael B. Jordan), que nunca conheceu seu famoso pai, o campeão mundial peso-pesado Apollo Creed, que morreu antes dele nascer,  mais precisamente em Rocky IV (1985).  Ainda assim, é inegável que o boxe está em seu sangue, então Adonis vai para Philadelphia, o local da lendária luta de Apollo Creed contra um novato chamado Rocky Balboa.

Lá Adonis e Rocky (Stallone)  se encontram. Apesar de sua insistência em se afastar do mundo das lutas ( e todos nós que vimos os filmes sabemos seus motivos), Rocky enxerga em Adonis a força e a determinação que ele conheceu em Apollo – seu feroz rival que acabou se tornando seu melhor amigo.  Concordando em ajudá-lo, Rocky treina o jovem lutador, mesmo que para isso o antigo campeão tenha que desafiar algo muito mais mortal que qualquer um de seus oponentes do passado. Com Rocky em seu corner, não demora muito para que Adonis tenha sua chance de disputar o título… mas é claro que fantasmas do passado e do presente virão assombrá-lo.

Muita gente gostou do filme, inclusive boa parte da crítica. Não estou entre eles. Acho que é longo demais, Michael B. Jordan fica fazendo “biquinho” o tempo inteiro, e no final é bem inferior ao outro filme lançado recentemente com o mesmo tema, o esquecido injustamente Nocaute, com Jake Gyllenhaal. Mas Creed tem destaques. Reverencia o passado ( a cena final é particularmente emocionante) e tem Sylvester Stallone num dia inspirado, homenageando a todo o momento o  seu melhor amigo imaginário,  Rocky Balboa, como ele lembrou em seu discurso quando aceitou o prêmio de melhor ator coadjuvante no Globo de Ouro.

Afinal, tem sido uma longa jornada destes dois juntos, desde que Stallone, lá nos anos 70, bateu o pé e disse que só aceitaria vender o seu roteiro para o estúdio sobre um lutador que tinha tudo para ser um perdedor, se ele fosse o astro. O resto é história.

Mas uma coisa é certa. Não importa que eu ache que Christian Bale é melhor ator, e que está simplesmente incrível em A Grande Aposta. O coração fala mais alto. E no dia 28 de fevereiro, vou torcer para que Stallone seja premiado no Oscar como o melhor ator coadjuvante. Ele merece!

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