Timothée Chalamet é adorado por muitos. Inclusive já concorreu duas vezes ao Oscar – por Me Chame pelo seu Nome e Um Completo Desconhecido. E ele deve receber sua terceira indicação por Marty Supreme, que estreia nessa quinta nos cinemas. Não estou entre as mais entusiasmadas pelo trabalho do ator. Acho que ele normalmente tem um contínuo ar blasé, que deixou de lado em poucas ocasiões. Uma delas é em Marty Supreme, e por isso é provável que consiga uma indicação, e provavelmente ganhe Oscar de ator este ano. Não seria o meu escolhido (prefiro Leonardo DiCaprio), mas é o grande favorito. Já o filme tem problemas.

Marty Mauser (Timothée Chalamet) é um malandro que foi um grande jogador de tênis de mesa. Ele começou jogando pelo dinheiro das apostas em Manhattan, masse recusa a ser apenas mais um na Nova York dos anos 1950. E não medirá esforços para alcançar seus sonhos megalomaníacos. Isso porque Marty tem a disposição para implorar, pedir emprestado ou roubar para chegar a Londres; a confiança para invadir o torneio do campeonato quando estiver lá; e o talento para ir até o fim. Mauser tem uma chance real de conquistar o título, e é seu maior fã. É aí que começa o problema…
O que achei?
Esse personagem existiu na vida real, com o nome de Marty Reisman. Pelo menos como ponto de partida do Marty Supreme do filme. O filme tem uma belíssima fotografia, reconstituição de época, trilha sonora ( que não tem muito a ver com a época, mas funciona) . Só que entre seus problemas está o roteiro. Este estica muito a história ( o filme tem 2h29), todos falam demais (característica dos filme de Josh Safdie) de uma maneira que deixa tudo extremamente cansativo. Há uma parte final boa com um grande enfrentamento numa partida chave. Só que, sinceramente, o personagem é tão chato, tão admirador dele mesmo, que não há como torcer por ele. Mesmo quando mostra um certo arrependimento, isso não é crível. Mas há bons momentos, alguns até engraçados.

É claro que isso não quer dizer que Chalamet não faça um belo trabalho – talvez o melhor de sua carreira (também gosto muito de Wonka). Ele vem treinando tênis de mesa desde 2018, para convencer como um grande jogador. E convence. Há também boas atuações de Gwyneth Paltrow, que tem cenas quentes com Chalamet, e Odessa A’zion, como a jovem que gosta dele. E ainda participações especiais de Fran Drescher (a Nanny como a mãe), e o diretor Abel Ferrara como o dono do cachorro.

No final, o filme tem prós e contras, mas é obrigatório para todos aqueles que desejam estar em dia com os filmes do Oscar.









































