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The Silence está na Netflix. Mas…

Em 2018, eu votei em Um Lugar Silencioso como o melhor filme do ano (veja a lista aqui). O suspense, as atuações, a forma de filmar praticamente sem o auxílio dos diálogos, tudo era perfeito . A BBC  até concordou comigo (rs), e também o escolheu como melhor do ano. Então, quando li a sinopse de The Silence/ O Silêncio que estreou essa semana na Netflix, tudo me pareceu bem similar. Afinal aqui também uma família tenta sobreviver ao ataque de criaturas assassinas atraídas pelo som. Bem, obviamente, a comparação é impossível. Um Lugar Silencioso é muito melhor. Mas, ao contrário de algumas críticas americanas que vi, não achei que ele é de todo ruim.

Só vale ressaltar que The Silence não é uma cópia descarada de Um Lugar Silencioso. O filme é baseado em um livro que foi lançado em 2015, de Tim Lebbon. O que achei interessante aqui no filme da Netflix é que é mostrado o início. Ou seja, como as criaturas apareceram. Num princípio familiar a Fear the Walking Dead, por exemplo, The Silence começa a mostrar como as pessoas tiveram o primeiro contato com as criaturas mortais, que jogam o mundo num momento apocalíptico (mas a internet funciona, tá? Rs!).

A história

Aqui a família Andrews vive uma vida razoavelmente tranquila, onde sua única preocupação é o bem estar da filha, Ally, que ficou surda depois de um acidente. Quando o problema dos ataques começa, eles resolvem deixar a cidade grande com todos os seus barulhos para trás e ir para o campo – só que o filme não especifica seu destino –  junto com um amigo. Mas eles sofrem um ataque no meio do caminho e tem que achar um local para se esconder. Mas…

O diretor é John R. Leonetti, de Annabelle. Ele até consegue um momento ou outro de suspense, como na cena do túnel, ou ainda a do carro parado na estrada. Mas, em geral, não funciona tão bem quanto poderia. O início até prende a atenção. Só que os problemas são  agravados na segunda parte com o aparecimento do padre. E principalmente com o final, que é totalmente abrupto. Sinceramente, fica óbvio que tinha mais história para mostrar, mas resolveram cortar uma boa parte. E isso faz falta. Além do happy end forçado demais.

O elenco

O elenco, com exceção de Stanley Tucci, como o patriarca, não está definitivamente nos seus melhores dias. Kiernan Shipka, que funciona tão bem em O Mundo Sombrio de Sabrina, aqui está totalmente apática e sem vida como Ally. A tia Zelda, aqui virou a mãe de Ally. Mas Miranda Otto que é uma atriz tão boa, não tem grandes chances. O mesmo acontece com John Corbett (Casamento Grego). Coitado!

Ou seja, se você já viu Um Lugar Silencioso, ou mesmo Birdbox, da mesma Netflix, vai ficar decepcionado. Se não viu, pode até embarcar. É aquele típico terror/suspense classe B, que até entretém . Mas minha sugestão é  que você vá buscar Um Lugar Silencioso no Telecine Play. Vai ter um suspense muito melhor!

Fotos de divulgação

 

 

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