fbpx
Conecte com a gente

Olá, o que você está procurando?

Cinema

Promessas de Guerra traz a estreia de Russell Crowe na direção

Faz tempo que Russel Crowe não aparecia num papel simpático (e até mesmo apaixonante) no cinema. Sempre estava com aquela cara mal-humorada, parecendo que estava ali forçado. Mas em Promessas de Guerra, que estreia hoje (28) nos cinemas, ele está realmente diferente. Tavez seja o fato que é sua estreia como diretor no cinema. Ou talvez ainda porque encontrou uma bela e emocionante história que retrata um momento muito importante de seu país, a Austrália.

A batalha de Galípoli, que aconteceu na época da I Guerra Mundial, é pouco conhecida por muita gente (inclusive eu).  Para quem não sabe, em 25 de abril de 1915, as forças britânicas, francesas e a ANZAC, como eram conhecidas as forças armadas australianas e neozelandesas, desembarcaram em Galípoli, na Turquia. Durante oito meses a península entre o Mar Egeu e o Mar de Mármara foi palco de uma das mais sangrentas batalhas da I Guerra, com grandes perdas de ambos os lados. Os aliados acabaram se retirando em janeiro de 1916.

No filme, um fazendeiro chamado Joshua Connor (Crowe), pai de três filhos que foram para a guerra representando a Austrália, não tem notícias deles há quatro anos, desde o final da Batalha de Galípoli. Após outra perda, ele decide partir para a Turquia para encontrar os corpos deles, para enterrá-los na Austrália. É em Istambul que ele conhece Ayse (Olga Kurylenko) e seu filho Orhan (Dylan Georgiades), que o ajudam a encontrar o Major Hasan (Yılmaz Erdoğan) e o capitão da ANZAC, Tenente-Coronel Cyril Hughes (Jai Courtney), responsáveis por buscar os corpos no campo de batalha.

Em sua estreia como diretor, Russel se cercou de gente de primeira, como o fotógrafo Andrew Leisner (de O Senhor dos Anéis) e o músico David Hirschfelder (indicado ao Oscar por Elizabeth). E a produção realmente é de primeira qualidade, inclusive com cenas gravadas na Turquia e, é claro, na Austrália. Só que o filme, programado para ser uma grande homenagem aos 100 anos da Batalha, foi um grande fracasso (rendeu pouco mais de 3 milhões nos Estados Unidos). Talvez pelo desconhecimento do assunto, talvez porque defenda que em guerras todos perdem, mostrando que os turcos também foram vítimas.

Mas isso foi uma injustiça. O filme é bom e entretém. É claro que tem alguns probleminhas leves de roteiro, como uma certa mudança rápida demais na forma como um determinado personagem trata Bowman ou como ele consegue usar seu poder de achar água para saber onde os filhos estiveram. Mas, se você embarcar na história, tudo isso vai“passar” sem problemas.

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar de ler

Cinema

Demorou, mas finalmente chegou o momento de ver o filme solo da Viúva Negra. Foram várias datas, mas ele vai estrear nessa quinta nos...

Cinema

Alguns filmes são muito ruins e sem pé nem cabeça, e você não aguenta assistir. Mas, também há filmes que são mal escritos e...

Cinema

Liam Neeson é o astro da primeira grande estreia de cinema no Brasil em 2021, Legado Explosivo. Isso é algo muito curioso. Em 2008,...

Cinema

É provável que você já tenha ouvido falar de Ned Kelly. O cinema e a TV já fizeram nada menos do que 17 adaptações ...

Cinema

Quando a pandemia começou e os cinemas fecharam no final de março, as datas iniciais de grandes lançamentos era na segunda quinzena de julho....

Cinema

Boa parte das vezes resolvo assistir um filme por causa de seu elenco. Então, quando vi na Netflix um filme com Mark Wahlberg, Russell...

Gossip

A situação está feia pra todo o mundo. E Idris Elba é o mais novo ator de Hollywood a confirmar que tem o Corona...

Premiações

Foram anunciados hoje (9) os indicados do Globo de Ouro 2020. Os meus comentários sobre os indicados de cinema já estão aqui. Entre os...