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A proibição de Mulher Maravilha

Ás vezes, o cinema é alvo de discussões e restrições que pouco tem a ver com o filme e a diversão que ele pretende apresentar. Há pouco tempo, houve a discussão sobre o fato de o herói do filme A Grande Muralha ser o Matt Damon e não um ator oriental. O mesmo ponto também foi assunto com a escolha de Scarlett Johansson  para ser A Vigilante do Amanhã. Depois vieram as feministas, revoltadas com o fato que Gal Gadot, a Mulher Maravilha, aparecia com as axilas depiladas (?!?!) no trailer do filme. E agora, Mulher Maravilha, que estreia amanhã nos cinemas (veja minha análise aqui também amanhã), também levantou uma nova discussão.

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O Líbano, mesmo depois de já ter feito pré-estreias, resolveu proibir a exibição do filme no país. Não porque o país tenha algo contra a super-heroína, mas porque a sua intérprete, Gal Gadot, é natural de Israel, e também fez parte do exército do país. A campanha pela proibição foi liderada por um grupo chamado Campaign to Boycott Supporters of Israel, que pressionou o governo do Líbano nesse sentido, segundo a Variety. O anúncio do boicote  foi feito no Twitter oficial do Grand Cinemas, do Líbano, e confirmado por outras diversas fontes. Esse mesmo grupo já havia tentado fazer o mesmo com Batman vs. Superman: A Origem da Justiça, também por causa da presença de Gal, mas não havia sido bem-sucedido.

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A decisão surpreendente foi tomada por um comitê de censura de seis membros do ministério da Economia (??) do país depois que o filme já havia passado pelos canais normais de censura. O interessante é que outros filmes estrelados por Gal Gadot foram exibidos normalmente por lá como Velozes e Furiosos 6 e 7, além de Polícia em Poder da Máfia e Encontro Explosivo (nem me lembrava que ela estava nesse filme!).

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Mas outros filmes, inclusive produções locais, também foram proibidos recentemente no país. Um desses casos é O Atentado, do diretor Ziad Doueiri, que foi filmado em  Israel. Como resultado, o filme foi muito pirateado. Segundo o produtor local, Gianluca Chakra, o filme era mostrado com destaque e vendido em lojas piratas, onde foi um grande sucesso. “A proibição impediu as pessoas de verem o filme? Não mesmo!”

Ziad Doueiri com os atores de O Ataque, Ali Suliman e Reymond Amsalem

De qualquer maneira, a ausência da renda dos cinemas do Líbano não deverá representar um grande baque no resultado final de Mulher Maravilha no mundo. O filme, que vem sendo muito elogiado, deve se tornar o primeiro grande sucesso de público e crítica dessa nova fase de filmes da DC.

 

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