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Prepare-se para chorar com Sete Minutos depois da Meia-noite

Uma dica se você resolver assistir a Sete Minutos depois da Meia-Noite, que estreia amanhã no cinema: leve um lenço, ou uma caixa deles. Porque é impossível não chorar no final dessa história emocionante. O filme é interessante, mas com essa tristeza, permanentemente presente no filme, vai ser difícil achar o seu público. Isso porque apesar de ser uma história infanto-juvenil, o filme é muito pesado para esse público, lidando sem freios com doença, bullying, separação, solidão e, é claro, perda.

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Baseado no livro iniciado por Siobhan Dowd (os créditos dizem que foi baseado em uma ideia dela), que faleceu, e depois desenvolvido e finalizado por Patrick Ness, o filme conta a história de Connor O’Malley (Lewis MacDougall), um garoto que se sente invisível, com sua vida cheia de problemas: a mãe (Felicity Jones) enfrenta um câncer, a avó (Sigourney Weaver) não gosta muito dele, seu pai está sempre ausente (Toby Kebbell) e os seus colegas de escola não o deixam em paz. Seu único amigo, que sempre aparece num determinado horário (sete minutos depois da meia-noite), é um monstro-árvore (com a voz de Liam Neeson), com quem se encontra todas as noites para contar e ouvir histórias.

O grande destaque aqui é o trabalho superlativo do menino Lewis MacDougall, somente em seu segundo filme (o primeiro foi Peter Pan). Tanto que ele foi indicado para vários prêmios específicos para jovens e adolescente. Realmente incrível, também em suas cenas com Sigourney Weaver e até com Felicity Jones (melhor aqui do que na maioria dos filmes que já estrelou).

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Obviamente o filme tem efeitos especiais ótimos, mas fora isso, parece um daqueles filmes feitos para garotos de outra época, não para os atuais que dependem do celular, das redes sociais e dos games. Eu diria que é um filme bem-intencionado, bem dirigido. Mas que não terá um público para ele. Mais ou menos o mesmo caso do último filme de Spielberg, que falhou miseravelmente nas bilheterias – O Bom Gigante Amigo.

Segundo o diretor J.A.Bayona (de O Impossível), “eu considero este filme quase como uma carta de amor à fantasia, é sobre como nós precisamos da fantasia para entender a realidade. É por causa disso que lemos livros e vemos filmes, porque de alguma maneira eles nos dão uma compreensão maior da vida, mais até que a própria vida”. É  um pensamento bonito, e até verdadeiro, mas não creio que vai ajudar o filme a dar lucro. Provavelmente vai se pagar – custo de 43 milhões – mas lucro já é uma outra história. É melhor esperar que se vendam mais livros.

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