Eu sou fã dos filmes de Pânico desde o primeiro, lá nos anos 90, que, aliás , acho brilhante. Mesmo os mais fraquinhos me conquistam. É o caso de Pânico 7, que estreou hoje nos cinemas. Tem bons momentos , mas com quase duas horas de duração, tem outros bem sonolentos.

Sidney Prescott (Neve Campbell), a grande heroína da franquia, está de volta. Ela agora agora mora em outra cidade com o marido e os filhos. Só que novo Ghostface surge para aterrorizar Sidney e sua filha adolescente Tatum ( Isabel May) . Focada em proteger sua família, Sidney precisará enfrentar os horrores e traumas do passado para dar fim a essa perseguição de uma vez por todas. Será ?
O que achei?
Pânico 7 começa bem, com a introdução, como sempre, com gente que tem pouco a ver com a história. Proporciona sustos e risadas, trazendo lembranças do passado da série. O problema começa quando a ação passa para a casa de Sidney e seus cansativos problemas de relacionamento com a filha rebelde. Dá sono. A coisa melhora um pouco quando os ataques de Ghostface recomeçam. Vale dizer que ele está mais violento do que nunca (o que significa muitoooo sangue). Também fica bom quando vemos vários rostos do passado retornando – Matthew Lillard é quem tem mais chances. Como sempre as referências à filmes de terror e ao passado da série são ótimos. Repare no foto de Tori Spelling, que esteve em Pânico 2, em cima de uma mesa.

Isso sem falar, é claro, de Courteney Cox tem sua entrada triunfal (dá vontade de aplaudir). Ela chega acompanhada ainda de dois personagens de Pânico 6 , feitos por Jasmin Savoy Brown (que tem ótimas tiradas), e Mason Gooding. O filme tem ainda suas críticas e referências ao uso de IA, etarismo, e gente obcecada por determinado tipo de conteúdo. Só que tudo parece tão básico… Até contratar um ator/atriz conhecido que não faz nada a maior parte do filme – é claro que essa pessoa será o Ghostface, né? (sem grandes spoilers, rsrs). Além disso, poderiam ter cortado pelo menos uns 15 minutos de penduricalhos da história.

E ainda…
O surpreendente é que o roteiro e direção (pela primeira vez) ficam a cargo de Kevin Williamson, o cara que criou a franquia. Poderia ter feito um roteiro mais enxuto, que assustasse mais, e fizesse rir mais , esquecendo o drama chato de mãe e filha. De qualquer maneira, creio que mais este capítulo deverá fazer um grande sucesso. Apesar de todos os problemas de bastidores, com a saída de Melissa Barrera (por causa de seus comentários políticos) e Jenna Ortega acompanhando. O problema de salário que deixou Neve Campbell fora do sexto filme, e os diretores que saíram antes das filmagens desse começarem. Muita poeira para varrer para debaixo do tapete né?










































