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Os piores resultados do verão americano

O verão americano é aquele momento em que os estúdios de cinema programam para lançar os seus maiores filmes, as grandes produções que geralmente tem investimentos por volta de 100 milhões de dólares só nas filmagens. Algumas vezes, este investimento dá certo, e o retorno é garantido. Foi o caso este ano de Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, com uma bilheteria de 1.6 bilhão de dólares no mundo, Velozes e Furiosos 7 (1.5), Vingadores: Era de Ultron (1.4 bilhão) e Minions (1.04). Mas também existem os casos que não deram certo. Alguns ainda tem a chance de melhorar a situação quando chegarem a mercados importantes, como é o caso de Pixels, que ainda tem que ser lançado na China; e O Agente da U.N.C.L.E, que estreou este fim de semana no Brasil e ainda tem alguns países europeus pela frente.

O site do Hollywood Reporter fez um levantamento levando em conta o valor de produção mais custos de marketing versus resultado de bilheteria, para chegar aos “piores do verão”. Estes números são baseados em informações até 4 de setembro. Veja quais são aqueles que provavelmente (ou melhor, com certeza) vão dar uma grande dor de cabeça aos executivos dos estúdios ( e talvez aos seus astros):

Tomorrowland: Um Lugar onde Nada é Impossível,  da Disney, foi um desastre completo. O filme é chato a partir da segunda metade, os efeitos não são espetaculares e nem George Clooney está particularmente bem. Mas de qualquer maneira, a Disney não deve estar muito preocupada, afinal teve grandes sucessos este ano como Vingadores: Era de Ultron, Divertida Mente ( com 734 milhões, mas ainda em cartaz em vários países) e Cinderela (543 milhões).

Custo de Produção: $190 milhões
Resultado de Bilheteria global: $208.4 milhões
Provável prejuízo:  De $120 a $150 milhões

Quarteto Fantástico, da Fox, ainda está em cartaz em vários lugares, só que a etiqueta de fracasso já está ligada a ele de maneira definitiva. Uma pena. Mas o filme é fraquinho mesmo, e o público concordou com as críticas negativas que vieram de todos os lados. Resta saber se, depois de tudo isso, o estúdio vai realmente seguir em frente com o plano já previamente aprovado de uma sequência.

Custo de Produção: $125 milhões
Resultado de Bilheteria global: $146.7 milhões
Provável prejuízo:  De $80 a $100 milhões

Pixels, da Sony, é uma delícia. Ri muito com o filme, que continua fazendo sucesso no Brasil. Mas aparentemente só por aqui, já que o país adora Adam Sandler. O estúdio tem esperança que a estreia na China poderá ajudar o resultado do filme, e finalmente possibilitar o plano inicial, que era fazer uma franquia.

Custo de Produção: $88 milhões
Resultado de Bilheteria global: $186.4 milhões
Provável prejuízo:  Mais de $75 milhões

O Agente da U.N.C.L.E, da Warner, é um filme elegante demais para a audiência média do público que vai ao cinema. Esse foi seu problema, na minha opinião. Ainda é preciso esperar seu número de abertura no Brasil e em alguns países da Europa, mas mesmo assim, é pouco provável que também seja o início de uma franquia, como era o plano original. Este foi um ano difícil para a Warner, pois teve vários fracassos como os terríveis Belas e Perseguidas e Entourage, além de Magic Mike XXL. Pelo menos, Terremoto: A Falha de San Andreas ( com $469.6 milhões no mundo) e Mad Max: Estrada da Fúria (com $374.1, e considerado por muitos o melhor filme do ano até agora), vão ajudar a pagar as contas.

Custo de Produção: $75 milhões
Resultado de Bilheteria global: $72.1 milhões
Provável prejuízo:  Mais de $80 milhões

Sob o mesmo Céu, uma comédia/drama romântico, que teve distribuição nos Estados Unidos pela Sony  e no resto do mundo pela Fox, já vinha sendo mal falado desde antes de estrear ( no meio daqueles escândalos dos emails da Sony). O par romântico não funcionou, o filme é chato e é o ponto baixo da carreira de todos os envolvidos. Pena.

Custo de Produção: $37 milhões
Resultado de Bilheteria global: $26.2 milhões
Provável prejuízo:  Mais de $65 milhões

Ou seja, a vida não está fácil pra ninguém…

 

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