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O mundo raivoso, satírico e brilhante de Parasita

Você já deve ter ouvido falar do filme Parasita, que está estreando hoje nos cinemas. Foi ele que ganhou o prêmio máximo, a Palma de Ouro, do Festival de Cannes deste ano. Aqui no Brasil, durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, levou o prêmio do público. O diretor Joon Ho-Bong foi escolhido como o cineasta do ano pelo Hollywood Film Awards. E a Temporada de Premiações  vai começar agora, imagine o que virá por aí.

A história de Parasita

Então, deixe o preconceito de lado. Sim, o filme é coreano, têm mais de duas horas de duração, e a premissa de crítica social com o título de Parasita, pode desalentar muita gente. Mas vale – muito –  conhecer. Tudo começa mostrando a família de Ki-taek. Eles são unidos, mas estão todos desempregados e sem perspectivas. Só que o filho, Ki-woo, é recomendado por um amigo – que frequenta uma prestigiosa universidade – para ser o tutor de uma jovem rica. Isso vem desencadear a esperança de um rendimento regular na família. Assim, portador das expectativas familiares, Ki-woo dirige-se à casa dos Park para uma entrevista de trabalho. Este primeiro encontro entre as duas famílias vai provocar uma imparável cadeia de incidentes.

A crítica

Eu gosto muito de tudo que já vi do cinema sul-coreano. Seja no drama, como em A Criada, ou no terror com o brilhante Invasão Zumbi (que vai ganhar uma sequência), só para citar dois. Mas realmente não esperava encontrar um gênero tão difícil, a tragicomédia, tão bem resolvido como aqui. O diretor foge de receitas fáceis. Faz com que você ria, e no momento seguinte, fique totalmente chocado. Segue por caminhos surpreendentes, e ainda dá um desfecho inesperado e até melancólico. E quando você vê muitos filmes, como é o meu caso, ser surpreendido, é tarefa difícil. Ainda mais com uma sátira social, como é o caso de Parasita.

Mas foi o que me aconteceu. Do ponto de vista de roteiro, o filme é quase perfeito – uma ceninha da família em volta da mesa antes da reviravolta é um pouco longa demais. Os atores, a ideia central da história, a direção de arte, é uma aula master de cinema.

Isso não me surpreende. Afinal, o diretor já mostrou que sabe como mexer com a cabeça do público. São dele filmes como O Hospedeiro, Mother-A Busca pela Verdade e Expresso do Amanhã, com Chris Evans. Talvez você não conheça esses filmes (valem a busca). Mas provavelmente já viu Okja, com Tilda Swinton, uma produção da Netflix. Nossa, me acabei de chorar com aquele filme. Ou seja, seja qual for o gênero, Joon Ho-Bong sempre consegue mexer com a cabeça do público. E fazendo sempre um grande filme!

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