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O gosto do passado de Midway – Batalha em Alto Mar

Nos anos 70 foram filmadas várias super-produções de guerra, com elencos enormes. Estavam nesse grupo filmes como Tora, Tora, Tora, Uma Ponte Longe Demais, Comando 10 de Navarone e A Batalha de Midway. Esse último era estrelado por Charlton Heston e Henry Fonda, que agora está ganhando uma nova versão para o cinema, dirigida por Roland Emmerich. Midway – Batalha em Alto Mar  vai na mesma linha de seus antecessores, e estreia essa semana nos cinemas.

A história de Midway

O filme começa com uma conversa entre japoneses e americanos que deixa bem claro a intenção do que viria a forçar a entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial. E logo o filme já parte para o ataque à Pearl Harbour em dezembro de 1941. Foi esse ataque que fez com que os americanos  travassem a Batalha de Midway, no Oceano Pacífico em junho de 1942. Através de mensagens codificadas, a Marinha Americana conseguiu identificar a localização e o horário dos ataques previstos pela Marinha Imperial Japonesa. E até hoje a disputa é considerada pelos historiadores como um dos pontos mais relevantes para o fim da Segunda Guerra Mundial.

A crítica e o elenco

Ao contrário de filmes anteriores, o filme apresenta os dois lados e suas razões. É claro que os americanos ainda são os heróis. Mas agora os combatentes japoneses não são mais apresentados daquele jeito exagerado ao qual estávamos acostumados. Tanto que o filme é dedicado aos soldados de ambos os lados que lutaram naquela batalha. É um passo a frente, especialmente nesses tempos de economia mundial do jeito que está.

Assim como o filme original, este também apresenta muitos personagens. Atores como Darren Criss, Aaron Eckhart e Nick Jonas têm poucas cenas. É claro que seria impossível saber mais sobre  tantos heróis num filme de duas horas e 18 minutos. Seria coisa para uma minissérie. O filme se concentra mais na histórias do piloto Dick Best (Ed Skrein, de Malévola: Dona do mal) e do estrategista da inteligência naval, Edwin Layton (Patrick Wilson). Especialmente como suas atuações foram chave para que a história terminasse como esperado.

Como se trata de um filme de Roland Emmerich, é claro que você pode esperar um monte de explosões. Além disso, é obviamente uma produção bem feita, com bons atores. Além dos já mencionados, ainda estão no filme Mandy Moore, Luke Evans, Dennis Quaid e Woody Harrelson, só para citar os mais conhecidos. Só que, na verdade, a sensação que fica é que é um filme dos anos 70. Obviamente com efeitos e imagens mais modernos, mas com a mesma estrutura de roteiro para contar a mesma história. Será que o filme terá apelo para quem não tem essa lembrança dos filmes daquela fase? Hummm, acho que não!

Fotos de divulgação

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