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O futuro tecnológico de O Círculo

Tom Hanks deve gostar muito dos livros do autor Dave Eggers. O Círculo, que estreou esta semana nos cinemas, é a segunda adaptação de livros dele que Tom produz e estrela, sendo o primeiro Um Negócio das Arábias. Nunca li os livros, mas tenho que confessar que não curti totalmente nenhum dos dois. O Círculo é melhor que o anterior, mas apesar de ter bons momentos, rende menos do que a história poderia supor. É só mediano.

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Nele, Emma Watson é Mae, uma jovem que trabalha com telemarketing e que de repente consegue um emprego na empresa de seus sonhos, O Círculo, aparentemente um misto de Facebook  e Google. Logo, ela começa a se destacar em seu trabalho, e atrai a atenção do fundador, Eamon Bailey (Tom Hanks). Tanto que logo ela irá participar de uma experiência que desafia todos os princípios de privacidade, ética e até de liberdade pessoal. O problema é que todas as suas decisões irão afetar também as vidas de sua família, de seus amigos, e possivelmente até de todas as pessoas do mundo.

Num momento em que todas as pessoas estão conectadas, o filme pretende ser um aviso pré-1984 (rs) para todo o mundo. Em alguns momentos até é bem-sucedido, com boas situações de suspense. Num papel inicialmente oferecido a Alicia Vikander, Emma, apesar de lindinha, tem sempre o mesmo tipo de atuação, parece que gastou toda a sua energia com Hermione, e agora vive precisando de uma vitamina. A delícia do filme é ver Tom Hanks mostrando o seu “lado negro da força”, mesmo que tenha uma simpatia forçada na superfície. O elenco ainda tem Ellar Coltrane (lembra do garotinho de Boyhood: Da Infância à Juventude?) e Karen Gillan (a Nebula de Guardiões da Galáxia). Só que o momento que deixa um nozinho é na garganta é quando vemos Bill Paxton e Glenne Headly, tão prematuramente falecidos, em seus últimos papeis como os pais de Emma.

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De qualquer maneira, o tema, hoje tão próximo de nossa realidade, faz de O Círculo, se nem tanto um filme para empolgar, pelo menos uma boa distopia tecnológica.

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