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A volta à infância com O Escaravelho do Diabo

Quando estava na escola, há alguns milhões de anos atrás, tínhamos que ler muitos livros de uma coleção chamada Vaga-Lume. Foi quando tive a oportunidade de conhecer muitos clássicos brasileiros como Senhora, O Cortiço, Iracema, entre outros. Mas o meu preferido era  uma história policial de uma autora não tão clássica, Lucia Machado de Almeida, chamado O Escaravelho do Diabo.  O livro foi um enorme sucesso e conquistou várias gerações desde os primórdios. E agora, quase 15 anos depois do momento em que finalmente foi dado o sinal verde para a produção, O Escaravelho do Diabo chega aos cinemas hoje (14).

As lembranças queridas da minha infância me fizeram colocar o filme como um dos mais esperados do ano. Algumas coisas mudaram. Por exemplo, o herói não está mais na universidade como no livro. É um garoto divertido e atrapalhado com uns 12 anos. Após o assassinato misterioso de alguém muito próximo a ele, Alberto resolve começar uma investigação por conta própria para o desespero do inspetor Pimentel e de sua equipe. Só que juntos eles vão acabar descobrindo que na verdade o assassino é um serial killer, e que tem como alvo todos os ruivos da pequena cidade.

Com exceção de Marcos Caruso, que faz o inspetor, e algumas participações especiais, o restante do elenco é pouco conhecido. O seu personagem inclusive tem alguns conflitos que não estavam no livro, mas que dão mais chances para o ator brilhar. Além dele, o menino Thiago Rosseti também é um achado. Não parece um daqueles mini-adultos, que normalmente vemos no cinema e na TV. É um moleque divertido, com um jeito normal para alguém de sua idade. Mesmo que ele acabe investigando casos policiais.

Ao contrário do livro, o tempo não passa até Alberto finalmente descobrir quem é o assassino. Acho que fica até mais fiel ao fato que hoje em dia, diferentemente da época em que O Escaravelho… foi escrito, as crianças estão bem mais expostas e acostumadas à violência. Afinal, hoje Alberto assiste CSI na TV, como deixa claro numa passagem do roteiro. Ou seja, as crianças mudaram. E creio que aquelas a partir de uns 10 anos vão curtir muito o filme, mesmo com algumas cenas mais sangrentas, que até lembram momentos de O Silêncio dos Inocentes e Dragão Vermelho. 

Ou seja, quem já passou dos 30 e leu O Escaravelho do Diabo na escola, terá uma bela sessão de nostalgia. E os tweens poderão embarcar muito nas aventuras de Alberto.

 

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