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Cinema

A história de origem de Alice e Peter, que não é para as crianças

Angelina Jolie fica desaparecida um tempão das telas. E, de repente, este ano tem três filmes estreando nos cinemas. Na semana passada, foi com Aqueles que me Desejam a Morte. Em novembro, vai entrar para o universo da Marvel com Eternos. E essa semana chega aos cinemas Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos. O problema de ver filmes seguidos com a atriz é que a gente percebe que ela vem atuando com “o freio de mão puxado”. Todo mundo sabe que ela é uma boa atriz. É só rever Gia ou Garota Interrompida. Mas, nunca imaginei que uma bombeira e uma mãe cheia de problemas do século passado pudessem ter tanto trejeitos em comum. Rsrsrs.

O filme inventa uma história que pretende mostrar as origens dos famosos personagens antes do País das Maravilhas e da Terra do Nunca. Os irmãos Peter (Jordan A. Nash) e Alice (Keira Chansa) deixaram a imaginação correr solta durante um verão repleto de brincadeiras com espadas, chás da tarde e navios piratas. Só que quando uma tragédia toma conta da família, a vida dos dois e de seus pais, Jack (David Oyelowo) e Rose (Angelina Jolie), muda completamente. É quando Peter e Alice embarcarão numa aventura fantástica.

A crítica

Antes da crítica, é bom deixar claro que as crianças são os personagens principais. Angelina e David Oyelowo são coadjuvantes. O filme pretende ser uma aventura lúdica, daquelas que mostram e brincam com a imaginação das crianças. Só que logo dramas pesados aparecem. Morte, violência, gente doida, problemas de dinheiro, roubo. Alice em um determinado momento chega até a beber álcool da garrafa, achando que era uma poção mágica.

Ou seja, não é um filme para crianças. Além disso, tem um ritmo extremamente lento, que vai deixar os menores bem impacientes. Confesso que eu fiquei. Na verdade, é difícil entender qual público Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos quer atingir. É muito adulto para crianças, e muito infantil e chato para os adultos.  Em sua estreia como diretora, Brenda Chapman não consegue convencer, nem enternecer. Talvez algumas pessoas possam se deixar levar pelas referências às histórias infantis. Sim, está tudo lá, o chapéu, o relógio, o coelho, os garotos perdidos, e até o Chapeleiro maluco. Ou ainda pela bela produção,  e alguns efeitos especiais satisfatórios. Infelizmente, não foi o meu caso.

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