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A Grande Aposta é inesperadamente divertido

Não entendo absolutamente coisa alguma sobre os meandros da economia. E muito menos como funciona essa instituição americana das hipotecas. Para mim, isso é grego. Um filme com esse tema não teria a princípio nenhum atrativo para me fazer ir ao cinema. Só que, para minha surpresa, eu gostei muito de A Grande Aposta, que estreia hoje, com a promoção adicional de suas cinco indicações ao Oscar que acabaram de ser anunciadas – filme, direção, roteiro adaptado, ator coadjuvante (Christian Bale) e montagem.

Inteligente, bem-humorado, muitas vezes sarcástico, o filme é produzido por Brad Pitt e dirigido com brilhantismo por Adam McKay (que é o melhor trabalho de direção dos filmes do Oscar que vi até agora). Isso porque ele tem soluções brilhantes tanto de câmera como com a forma de seguir com sua narrativa. Apesar de o roteiro ter um monte de expressões que você não vai ter a menor ideia do que significam, isso não atrapalha seu entendimento. Preste atenção nas participações especiais de artistas como Margot Robbie e Selena Gomez – são  hilárias! Aliás, o bom humor  é um diferencial, além das histórias destes personagens tão bem desenvolvidos que se viram de repente sendo os primeiros a perceber que iriam viver o maior escândalo da economia americana.

O filme é baseado no best-seller de A JOGADA DO SÉCULO: The Big Short, de Michael Lewis (que também escreveu Moneyball, que, quando foi para o cinema deu a Brad Pitt uma indicação para o Oscar). Conta a trajetória de quatro homens, que viviam à margem do mercado financeiro, que perceberam de antemão o que os grandes bancos, a mídia e o governo não conseguiram prever: a crise econômica que se abateu sobre os Estados Unidos em 2008. Seus ousados investimentos os levam para o lado sombrio do sistema bancário moderno onde devem questionar tudo e a todos

Ele proporciona grandes chances para todo o elenco. Até para participações bem pequenas como as das ganhadoras do Oscar Marisa Tomei e Melissa Leo. Também tem muita gente de TV como Finn Wittrock, de American Horror Story e Max Greenfield, de New Girl, entre outros. Já coloquei aqui no Blog alguns textos que falavam sobre a vontade ver A Grande Aposta por causa dos bonitões Christian Bale, Brad Pitt e Ryan Gosling. Mas não é só isso.  Todos os três, além de Steve Carrell, têm grandes momentos. O papel de Brad é praticamente uma participação especial, assim como ele fez no outro filme de sua produtora que também fez bonito no Oscar, 12 Anos de Escravidão. Mas é claramente marcante. Ryan é divertido de uma maneira irônica como eu nunca esperei ver no cinema. Steve está ótimo como sempre. Seja em drama como em comédia, ele sempre consegue achar um tom certo para o personagem. Só que Christian Bale está simplesmente incrível. É impressionante como esse ator consegue ser tão diferente em todos os papéis que faz. Um personagem estranho, um dono de empresa, que é o primeiro a perceber a bolha, é divertido, esquisito e brilhante. Você não consegue tirar os olhos dele na tela. Apesar de achar que seria emocionante premiar Stallone com o Oscar de coadjuvante por Creed, não me resta a menor dúvida que Christian Slater tem a melhor interpretação do ano.

Mas antes do Oscar, A Grande Aposta ainda estará presente em outras grandes premiações. Neste sábado, no Critics Choice Awards, que será transmitido pela TNT, a partir das 22 horas, o filme concorre a sete prêmios, inclusive melhor filme. No SAG Awards, do Sindicato de Atores de Hollywood, como melhor elenco e melhor ator coadjuvante para Christian Bale, e no BAFTA, do cinema britânico, em cinco categorias: melhor filme, roteiro adaptado, ator coadjuvante novamente para Christian Bale, diretor e edição.

Ou seja, mesmo que não leve prêmio algum (como aconteceu no Globo de Ouro), o filme é muito bom e vale ser conhecido!

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