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O Dublê me fez voltar a ser criança de novo! Diversão deliciosa!

Quando eu era menina, virei grande fã de Lee Majors por causa da série O Homem de Seis Milhões de Dólares. Já adolescente, virei mais fã ainda com outra série de Lee, Duro na Queda. Nela, Lee era Colt Seavers, um dublê que, em momentos de pouco trabalho, ganha vida como caçador de recompensas. A série fez grande sucesso na época, mas creio que pouca gente se lembra dela hoje em dia (não está no streaming). Mas, para quem se lembra, é impossível não amar O Dublê, que chegou hoje aos  cinemas (estreia antecipada por causa do feriado), com Ryan Gosling assumindo o papel de Colt.

O filme deixa de lado toda a história de caçador de recompensas, que na série providenciava as histórias para episódios semanais. Também transformaram tudo num grande comédia de ação romântica, criando a personagem de Emily Blunt, que não existia em Duro na Queda. Agora, o dublê Colt Seavers (Ryan Gosling)  é um dos melhores profissionais de sua área. Só que enquanto está fazendo uma cena no lugar de Tom Ryder (Aaron-Taylor Johnson), ele acaba sofrendo um acidente e é obrigado a se afastar de tudo. Isso inclui o  affair que tem com uma operadora de câmera, Jody Moreno (Emily Blunt), em quem ele dá um ghosting total.

Um ano depois, após perder praticamente tudo, Colt é chamado novamente para trabalhar em um filme. O detalhe é que este é uma grande produção que Jody está dirigindo, e ele terá que  gravar novas cenas de ação de  Tom Ryder. Porém, tem um problema – Ryder está desaparecido –  e é aí que Colt tem que começar a investigar para achá-lo e salvar o filme de Jody.

O que achei?

Confesso que para mim é difícil analisar o filme com certa distância. Isso porque O Dublê (por que não mantiveram o título da série?) faz inúmeras homenagens à Duro na Queda. Me senti como uma criança ao ver cada uma delas. Isso inclui até o carro, um  GMC K-2500 Wideside, e uma cena em que o carro pula um canteiro (estava na abertura da série). Isso é só para falar uma delas. A cada momento em que aparecia uma referência, eu pulava na cadeira e começava a rir. Nem preciso dizer que acho que só eu reconhecia isso na pré-estreia de O Dublê, rsrs.

Mas, para aqueles que nunca assistiram a série, há outras atrações. Muitas cenas de ação, onde os verdadeiros dublês participaram bastante. Percebi que há pouco CGI, a maioria é trabalho ao estilo dos grandes blockbusters de antigamente. Há participações especiais (bem especiais), uma ótima química de Ryan e Emily (sempre ótimos), e cenas divertidíssimas (repare na brincadeira com O Último dos Moicanos – acho que só eu reconheci também, rsrs). E ainda há as presenças de Hannah Waddingham, Winston Duke (de Pantera Negra), e Stephanie Hsu (de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo). Apesar que no caso desta última, me parece que boa parte de suas cenas deve ter ficado na sala de edição. Isso sem contar o ótimo cachorrinho Jean Claude, que é uma homenagem a um cachorro de Eva Mendes que só atendia comandos em francês. Fofura!

E no final…

É claro que o filme em alguns momentos dá a sensação de ser um pouco longo demais. Mas confesso que não consigo ter distância suficiente para criticar. Até Aaron Taylor-Johnson fica perfeito como um ator canastrão, rs. Me diverti demais durante todo o tempo, ainda mais embalada por uma trilha sonora impecável (o momento de Against all Odds é perfeito). E ainda teve uma homenagem a O Homem de 6 Milhões de dólares (repare no efeito sonoro na luta no apartamento). Para quem é fã do gênero, e de cinema, é uma brincadeira deliciosa. E nem pense em sair do cinema quando o filme termina –  com a música tema da série. Tem cena no meio dos créditos, com #spoiler Lee Majors e Heather Thomas, os astros de Duro na Queda. Saí do cinema totalmente extasiada.

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