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A fofura total de Abominável nos cinemas

Há exatamente um ano, estreava nos cinemas um desenho sobre um Yeti, ou o abominável homem das neves, chamado Pé Pequeno. Era bonitinho, mas mais indicado para crianças bem pequenas. Agora, um ano depois, estreia amanhã nos cinemas outro desenho com um tema similar: Abominável. Mas apesar da data, e de tratar de Yetis, as semelhanças terminam aí.  Abominável é muito mais legal, emocionante, e abre mais o leque de idade. Crianças mais velhas e até adultos podem embarcar nessa historinha muito fofa!

Tudo começa quando a adolescente Yi encontra um jovem Yeti no telhado de seu prédio em Xangai e se. Só que o problema é que tem gente capaz de tudo para pegá-lo para fazer experiências . Então, Yi decide chamá-lo de Everest,  e junto com seus amigos travessos, Jin e Peng  resolvem embarcar em uma jornada épica. O objetivo: levar Everest, que é uma criatura mágica, de volta para sua família no ponto mais alto da Terra. Só que os perseguidores do fofó Everest não vão desistir fácil. O trio de amigos precisará estar sempre um passo à frente de Burnish, um homem muito rico, e da zoóloga Dr. Zara, para ajudar seu novo amigo a voltar para casa.

E o que achei?

É claro que o filme abraça várias influências. Há um pouco de Como Treinar o seu Dragão, outro tanto de A Era do Gelo, e até um vilão que você provavelmente já viu em vários lugares  (até nos Muppets, rs). Além disso, o fato de se passar na China, é um tiro certo para conseguir atingir a bilheteria daquele país, um desejo de 10 entre 10 produções de Hollywood. A jornada  de Everest e seus três amigos, por exemplo, é um desfile de locais para atrair o turismo – descaradamente.

Mas,  toda essa salada poderia não funcionar se o filme não seguisse muito bem uma cartilha Disney sobre “como emocionar”. A heroína é  jovem e decidida. Há o alívio cômico do garotinho Peng, e ainda um possível futuro interesse romântico. Eles enfrentam vários momentos de aventura, que lembram uma atração de parque de diversões. E, é claro, Everest é feito sob medida para acionar todos os mecanismos de “alerta fofura” , sendo uma mistura de cachorrinho com bicho de pelúcia. Isso além de duas lindas cenas de Yi com seu violino (talvez com o objetivo de conseguir uma indicação para melhor animação na Temporada de Premiações)

Mas, mesmo sabendo que estou sendo totalmente manipulada por um esquema mais do que conhecido para conquistar a audiência, não me importei. Embarquei totalmente nessa aventura divertida, e até dei uma leve choradinha no final emocionante. Provavelmente você também sentirá a mesma coisa!

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