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A comédia melancólica do espanhol O Chefe

Os filmes espanhóis estão em todo o canto. Há vários disponíveis no streaming, que viraram cult entre os consumidores. Há pouco tempo, recebi a indicação de um amigo para assistir um deles, O Chefe, que está na Netflix. É um misto de comédia, drama, suspense. Para quem gosta de histórias sobre bastidores de empresas, e briga pelo poder pode ser uma boa escolha. Mas se prepare, apesar de algumas cenas divertidas, o filme pode deixar um certo gosto amargo no final.

O tema é a a saga de César, chefe de multinacional, viciado em cocaína, polígamo e sem vergonha.  Só que um dia tudo desmorona: sua mulher o abandona, a empresa sofre um desfalque gigantesco que pode levá-la à falência e sua vida vira de cabeça para baixo. É nesse momento que César vai contar com a ajuda da única pessoa que se dispõe a ajudá-lo, a faxineira do escritório.

A crítica

Para mim, o filme tem um grande problema. César é uma figura muito mesquinha que é impossível se identificar com ele, e mesmo torcer por sua salvação. Nem mesmo a atuação de um ator elogiado do cinema espanhol, Luis Callejo(o Frutos da série Vis a Vis) consegue provocar empatia. As melhores cenas são justamente com as duas personagens femininas da história: a faxineira Adriana e a guarda-noturna Tereza. Aliás, a melhor cena do filme é a dança da faxineira no escritório. Uma ótima atuação de Juana Acosta, que já estava muito bem em outro filme espanhol da Netflix, Perfeitos Desconhecidos.

Mas o roteiro, com algumas idas e vindas, é até interessante, foi inclusive indicado ao Goya, o Oscar do cinema espanhol. Outro destaque é a trilha sonora, cheia de rock e blues. Na verdade, poderia ter facilmente sido um filme de sessão da tarde, tirando, é claro, o sexo, drogas e rock and roll – e os inúmeros palavrões.

 

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